MINAS

Zema diz que é ‘boi de piranha’

“Estou sendo meio boi de piranha, mas vamos enfrentar a onça”, disse o governador eleito de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), ao encerrar uma palestra para representantes de 97 empresas durante um almoço na região metropolitana de Belo Horizonte, nesta quarta-feira (7). No encontro, Zema afirmou que inaugurou o caminho para que outros empresários como ele se aventurem no setor público. Explicou sua eleição, que deixou para trás o senador Antonio Anastasia (PSDB) e o governador Fernando Pimentel (PT), pelo trabalho e esforço de rodar o estado: “no começo, fazíamos eventos com 10 ou 12 pessoas”.

“Quero provar que nossa cabeça de empresário funciona melhor no setor público do que cabeça de político”, afirmou e foi aplaudido pelos colegas. Zema é dono de uma rede de varejo de eletrodomésticos, móveis e vestuário, além de distribuição de combustíveis e concessionárias de veículos. No discurso, também sobraram críticas a Pimentel, que administra um estado em calamidade financeira, com atraso e parcelamento no pagamento de servidores e retenção de repasses constitucionais às prefeituras.  “O que nós assistimos nesses últimos quatro anos foi um governo que parece que ficava esperando que Deus viesse do céu e resolvesse os problemas. [….] Milagre não existe”, disse Zema.

“Parece que esse último governo começou a ver quem investe e quem gera trabalho como o vilão da história e não como salvador da pátria”, criticou o governador eleito. Desde a eleição, Pimentel e Zema não tiveram contato para conversar sobre a transição. Nesta quarta, no último dia permitido por lei, o governo de Minas publicou o decreto que institui a equipe de transição. A primeira reunião entre a equipe de Zema e secretários de governo foi agendada para sexta (9). Zema também criticou a demora em fala à imprensa: “até que enfim tivemos a publicação no Diário Oficial, houve uma certa demora por parte do atual governo em nomeá-la [a equipe de transição], mas está tudo fluindo”.

Ele voltou a listar suas principais medidas para enfrentar um déficit de R$ 11,4 bilhões previsto para o ano que vem — que a equipe de transição desconfia que possa ser ainda maior na prática. O governador eleito quer cortar despesas, ampliar a arrecadação ao atrair empresas e empregos para o estado e renegociar a dívida de quase R$ 90 bilhões com o governo federal, em troca de medidas de austeridade. Gustavo Franco, economista do Partido Novo, já vem conversando com técnicos do Ministério da Fazenda sobre isso. “Vamos ter com toda a certeza apoio de Brasília. […] As propostas do Partido Novo em Minas estão totalmente alinhadas com Brasília”, disse Zema. O mineiro pretende se encontrar com o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), em Brasília até o dia 21. Com as propostas econômicas, Zema quer criar 150 mil empregos em Minas por ano.

Foto: reprodução/internet

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