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40% de restaurantes podem fechar em SP e demissões chegam a 900 mil no país


Quarenta por cento dos bares e restaurantes de São Paulo podem fechar as portas em definitivo até o término da crise provocada pelo novo coronavírus, estimam empresários entrevistados pela Abrasel (Associação de Bares e Restaurantes) SP. A entidade realizou uma pesquisa com 125 associados, que representam 375 estabelecimentos do estado. A expectativa até agora, de acordo com Percival Neto, presidente da Abrasel SP, é que 900 mil empregos tenham sido extintos no setor no país. "O passivo só cresce, e as pessoas estão preocupadas em equacionar as contas. Além da dificuldade atual com a pandemia e o isolamento, restaurantes estão com receio do período posterior, o da recessão", diz. A grande maioria das empresas, segundo ele, está adotando as medidas anunciadas pelo governo federal para segurar empregos, com corte de salários e redução de jornadas. Há muitos que realocam equipes para dar conta do delivery. Para 59%, entretanto, o auxílio não foi suficiente. Para 35%, foi, mas o processo travou pelo atraso e pela dificuldade de acesso a crédito nos bancos. Dentre os entrevistados, 61% defendem o isolamento social e que a volta da atividade econômica ocorra de modo gradual e seguro. Outros 20% defendem isolamento total e 14%, a reabertura. A quarentena em São Paulo vai até 10 de maio, pelo menos, para todos os municípios do estado. Fica proibida até lá a abertura de restaurantes, que só podem operar por delivery. Os restaurantes se preparam para o retorno com protocolos sanitários diferentes, já que "o novo normal" do comércio gastronômico deve incluir distanciamento de 1,5 metro entre mesas, rotinas acentuadas de higienização, uso de máscara por empregados e pela clientela. Outra pesquisa do setor, divulgada no dia 17 de abril pela ANR (Associação Nacional de Restaurantes), diz que 76,11% dos bares e restaurantes já demitiram funcionários durante a pandemia no Brasil. O total de desligamentos chegaria a 1 milhão. A ANR questionou os associados sobre a manutenção dos negócios depois da crise do novo coronavírus. As respostas foram mais otimistas em relação à pesquisa da Abrasel SP: 78,57% disseram que poderão manter o negócio aberto, enquanto 21,43% afirmaram que não deverão reabrir. A ANR representa mais de 9 mil pontos comerciais do país, entre redes, franquias e restaurantes independentes. Antes da crise, o setor empregava cerca de 6 milhões de trabalhadores.

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