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São Paulo vai testar 44 mil para monitorar infecções e calibrar reabertura

Das Agências | 13/06/2020 | 12:13

A cidade de São Paulo testará cerca de 44 mil pessoas em seus 96 distritos nas próximas semanas para monitorar infecções pelo coronavírus e calibrar a reabertura da atividade econômica.

A primeira rodada dos testes sorológicos terminou nesta sexta (12) e será seguida por outras sete, com cerca de 12 pessoas todas as vezes, em cada uma das 468 unidades básicas de saúde.

Assim como em pesquisas de opinião, os testados são escolhidos de forma a representar as comunidades envolvidas. Os resultados da primeira fase já estão sendo tabulados.

O Assim como em pesquisas de opinião, os testados são escolhidos de forma a representar as comunidades envolvidas. Os resultados da primeira fase já estão sendo tabulados.

Nesse momento, o estado de São Paulo também encontra o mesmo tipo de limitação.

No caso da prefeitura, a alternativa será usar equipes de atenção básica para tentar levantar casos de outras pessoas com quem o infectado possa ter interagido. A medida é considerada insuficiente pelos agentes da atenção básica.

“Isso não é estratégia de contenção. Uma coisa é monitorar onde o vírus está. Outra é fazer testes para identificar as pessoas infectadas e garantir seu isolamento quando se reabre a economia”, diz Denize Ornelas, diretora da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade.

O momento atual é diferente do início da epidemia, quando havia pouquíssimos testes, mas as pessoas ficavam em casa. Agora, os assintomáticos podem estar transmitindo o vírus sem saber —o que põe em risco a reabertura.

Segundo Ornelas, tem sido grande a pressão da população nas unidades de saúde para a realização de testes, muitas vezes por exigência dos empregadores.

Ela afirma que São Paulo deveria se espelhar em Florianópolis, que vem testando todos os casos suspeitos e as pessoas no entorno deles.

 


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