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Após um mês da morte de Marielle, assessora deixa o País

da folhapress | 13/04/2018 | 21:22

Uma assessora da vereadora Marielle Franco (PSOL) e o seu marido deixaram o país por medo de represálias. A mulher, estava no carro com a vereadora na noite de 14 de março, quando Marielle e Anderson Gomes, seu motorista, foram alvejados e mortos.

Neste sábado (14), completa-se um mês sem que a Polícia tenha localizado autores ou mandantes. Com isso, acaba o prazo de 30 dias para a conclusão do inquérito e, por isso, a Polícia Civil deve pedir que ele seja prorrogado.

A principal linha de investigação é a de motivação política. “Não há dúvidas de que a atuação política dela, não só no momento, mas até a projeção de futuro do que ela poderia representar, indica que a gente tem que ter um olhar mais acurado nesta direção. Isso é inegável”, disse o secretário da Segurança Pública do Rio, general Richard Nunes, em entrevista à GloboNews.

Sem apresentar nenhum detalhe, o secretário também disse que foi descartada a hipótese de crime passional.

Diferentes vereadores prestaram depoimento na condição de testemunha, entre eles, um indiciado na CPI das Milícias, concluída em 2008, na qual Marielle trabalhou.

O assistente de um vereador que depôs à Polícia Civil foi assassinado no último domingo (8). Não está claro, porém, se o crime teve relação com a morte da vereadora.

Segundo o jornal O Globo, peritos encontraram fragmentos de digitais nas cápsulas de munição achadas na cena do crime. Por estarem fragmentadas, não podem ser comparadas com digitais armazenadas no banco de dados das polícias do Rio e Federal, mas poderiam ser confrontadas com as de um eventual suspeito. A Polícia Civil não confirma a informação porque a investigação está sob sigilo.

ATUAÇÃO
Marielle, do PSOL, tinha como causa o avanço dos direitos das mulheres, principalmente as negras. Trabalhou na Comissão de Direitos Humanos da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), onde atendia vítimas de grupos criminosos e de violência policial. Também ajudava famílias de policiais assassinados.

Com frequência denunciava abusos cometidos por policiais em favelas. Dias antes de morrer, criticou o 41º Batalhão da Polícia Militar, o mais letal do Rio.


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