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Campanha combate ideias que visam a exploração de menores

| 01/06/2014 | 00:10

As cinco cidades brasileiras que lideram o ranking da exploração sexual de crianças e adolescentes e mais seis capitais receberão nos próximos dias a campanha “Não é curtição, é exploração sexual contra crianças e adolescentes”, lançada pelo Instituto Promundo. A iniciativa quer combater ideias machistas que naturalizam o sexo com menores de idade.

Segundo a Secretaria de Direitos Humanos, Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Fortaleza e Natal são as capitais em que o problema é mais crítico, e, além delas, a campanha passará por Curitiba, Brasília, Porto Alegre, Belo Horizonte, Manaus e Recife.

“A gente parte de alguns mitos associados à masculinidade, que fazem, por exemplo, com que homens achem que estão ajudando uma criança quando têm relações sexuais pagas com ela. Partimos de uma pesquisa e os resultados mostram como muitos homens percebem o seu papel na sociedade, e como isso reforça a exploração sexual. Muitos não enxergam isso como um crime”, explica a coordenadora de projetos do Instituto Promundo, Vanessa Fonseca.

A pesquisa, feita em 2012 pelo próprio instituto, questionou qualitativamente os entrevistados em Florianópolis, São Paulo e Itaperuna (RJ) e quantitativamente no Rio de Janeiro e em Natal. A pesquisa qualitativa concluiu que há uma crença de que os homens recorrem com maior frequência à prostituição por terem uma tendência natural de satisfazer seus desejos, apesar de considerarem isso degradante.

Já o levantamento quantitativo revelou que, dos 602 entrevistados no Rio, 77% acham comum o sexo com “prostitutas menores de idade” e consideram que seja algo que todos os homens fazem ao menos uma vez na vida. Em Natal, 83% concordam com a primeira afirmativa, e 69% com a segunda. Nas duas cidades, cerca de 70% dos homens e 80% das mulheres acham que a “escolha é da ‘prostituta’”, no caso, a criança ou a adolescente.


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