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Casamentos civis diminuem e crescem uniões homoafetivas


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Crédito: Reprodução/Internet
Os cartórios de Jundiaí registram queda de 26% no número de casamentos em 2019. A taxa de nupcialidade (número de casamentos) aponta essa queda após atingir o pico em 2015. A taxa bruta relacionando o número de casamentos ao total da população, variou de 7,1 para 6,4 casamentos por mil habitantes. O Segundo Cartório Civil de Jundiaí revela que até o final deste mês os números eram iguais aos do ano passado, com média de 130 casamentos por mês. Já o Primeiro Cartório Civil registrou queda de 145 para 115 casamentos. Apesar da diminuição, ainda é possível encontrar casais que levam adiante o sonho do casamento. Murilo Campacho e Fernanda Aranha decidiram se casar por vários motivos. “Além de ser um sonho, acreditamos que seja um passo importante na vida de um casal, pelo fato de oficializar e selar um laço de compromisso de forma mais forte. É também fundamental para a formação de uma família.” Assim como Murilo e Fernanda, o casal João Leme e Larissa Ramos também decidiu se casar. Ambos já moravam juntos há alguns anos e decidiram oficializar a união para poder comemorar com amigos e familiares. “Já namorávamos há cinco anos e morávamos juntos há dois. Queriamos comemorar nosso dia, tirar fotos, fazer uma festa com a família e os amigos. Fizemos um almoço, uma festa, cerimônia com efeito civil para oficializar”, explicou João. Em sentido oposto ao total dos casamentos civis, as uniões homoafetivas registraram aumento de 18%. De acordo com Segundo Cartório Civil, isso foi causado pela eleição do presidente Jair Bolsonaro, que sempre deixou evidente sua posição contrária ao relacionamento entre pessoas do mesmo sexo. “Com a chegada do novo presidente, os homossexuais ficaram com receio que ocorresse a proibição do casamento entre pessoas do mesmo sexo e correram para oficializar a união. Digo isso porque é o que eles nos relatam”, explica funcionário do Cartório, que pediu para não se identificar. Ainda de acordo com as estatísticas do Registro Civil do Estado de São Paulo elaboradas pela Fundação Seade, em 2018 foram 279.899 registros, quase 12.000 casamentos a menos do que no ano anterior, com queda de 4%. Já na comparação com 2015, houve redução de 8%, com decréscimo de 25.402 eventos, o que corresponde, em média, a 70 uniões diárias a menos. Já as uniões homoafetivas registraram expressivo aumento de 64% entre 2017 e 2018, movimento observado para as uniões tanto do sexo feminino (63,5%) quanto do masculino (65%). Os casamentos de pessoas do mesmo sexo representam 1,5% do total de casamentos em 2018. Desde a sua regulamentação e coleta, de 2013 a 2018, foram celebrados no Estado de São Paulo 14.715 uniões de pessoas do mesmo sexo: 57,7% de uniões femininas e 42,3% masculinas. Os dados mensais de ocorrência dos casamentos destacam dezembro como o preferido entre as uniões. A predileção parece ser mais de cunho econômico, em decorrência do 13º salário e das férias do fim de ano. No que se refere à idade dos noivos, houve variação em relação a 2017, quando foram registradas idades médias de 33,9 anos para o sexo masculino e 31,3 anos para o feminino. Em 2018, ocorreu aumento para os casamentos ocorridos entre homens e mulheres com idades médias de 34,7 e 32,1 anos, respectivamente.

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