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Cine Ipiranga deve ser reaberto ao público

| 18/05/2014 | 16:08

A Secretaria Estadual da Cultura publicou, na última semana, uma resolução tombando o edifício em que ficavam os antigos Hotel Excelsior e Cine Ipiranga, situados na altura dos números 770 e 786 da avenida Ipiranga, no centro da capital paulista. A Prefeitura planeja abrir ali um cinema de rua, projeto que começou a ser gestado em 2011. O prédio está fechado desde 2005 e o interior do imóvel está bem preservado.

O governo municipal está prestes a concluir a desapropriação do imóvel, que pertence à imobiliária Savoy, por R$ 5 milhões. De acordo com o texto do tombamento, a construção, cujo projeto é assinado pelo arquiteto Rino Levi (1901-1965), “é significativo exemplar da arquitetura moderna”. O tombamento também tenta “blindar” o prédio contra planos de investidores de tentar fazer um centro comercial no local.

A resolução informa que “a sala do cinema Ipiranga conserva-se em grande parte como em sua concepção original, incluídos detalhes de corrimão, luminárias, o que lhe confere importância dentro do conjunto, sendo recomendada a sua preservação integral”. Já o hotel sofreu “reformulação e adaptação, com renovação dos quartos e banheiros (que receberam materiais novos)”.

Contudo, “suas fachadas externas ainda assim mantêm presença marcante na paisagem, apresentando claramente suas características fundamentais de arranha-céu vinculado à arquitetura moderna”. O tombamento já havia sido autorizado em uma sessão de 25 de outubro de 2010 do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat).

História
Inaugurado com o filme Seis Destinos – com Rita Hayworth, Charles Boyer e Ginger Rogers no elenco -, em 7 de abril de 1943, o Ipiranga deve se tornar o segundo cinema público da capital. O outro é o Olido, localizado na Avenida São João, 473, também no centro. O Ipiranga foi declarado de utilidade pública pela Prefeitura em junho do ano passado.

O antigo Ipiranga reside na memória dos cinéfilos paulistanos ao lado de outras salas icônicas, como o Cine Metro e o Cine Art Palácio. O empreendimento não se resumia ao cinema: contava também com um hotel de 22 andares, o Excelsior, decorado em estilo art déco. Assim como outras salas projetadas por Rino Levi, o Ipiranga tinha uma caprichosa parábola acústica e minucioso acabamento de iluminação.

O fio condutor de sua arquitetura era presente em todos os elementos, como forros, guarda-copos, sala de espera e escadas. Desde fevereiro de 2005, nenhum filme é exibido no velho cinema, que podia receber um público de 1.936 pessoas a cada sessão. Nos anos 1970, o espaço foi dividido em duas salas de exibição. Assim como outras salas projetadas por Rino Levi, o Ipiranga tinha uma caprichosa parábola acústica e minucioso acabamento de iluminação.

O fio condutor de sua arquitetura era presente em todos os elementos, como forros, guarda-copos, sala de espera e escadas. Desde fevereiro de 2005, nenhum filme é exibido no velho cinema, que podia receber um público de 1.936 pessoas a cada sessão. Nos anos 1970, o espaço foi dividido em duas salas de exibição.


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