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Comitê nega plano da Sabesp e corta água do Cantareira

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Crédito: Reprodução/Internet

O comitê anticrise que monitora o Sistema Cantareira rejeitou, pela segunda vez, o plano de contingência apresentado pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) para operar o manancial pelos próximos cinco meses.

Ao mesmo tempo, os órgãos reguladores decidiram reduzir em 8,4% a vazão máxima que a empresa pode retirar das represas para abastecer, hoje, cerca de 7,3 milhões de habitantes da Grande São Paulo. Agora, até o dia 15 deste mês, a Sabesp não poderá retirar mais do que 19,7 mil litros por segundo dos quatro principais reservatórios.

Esta foi a primeira redução imposta pela Agência Nacional de Águas (ANA), do governo federal, e pelo Departamento de Água e Energia Elétrica (DAEE), do governo paulista, com um limite inferior a que a Sabesp já vinha praticando. Em junho, a empresa retirou, em média, 19,9 mil litros por segundo. Antes da crise, eram captados 30 mil litros.

Na prática, os técnicos alegam que, em um cenário no qual o volume de água que chega aos reservatórios do Cantareira tem correspondido a apenas 50% das mínimas históricas, a capacidade disponível hoje no manancial, mesmo com a parcela adicional do chamado "volume morto", seria insuficiente para atender à quantidade de água pedida pela Sabesp.


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