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Defendendo mais quatro anos, França enfatiza liderança paulista para acabar com greve dos caminhoneiros

CARLOS SANTIAGO | 02/09/2018 | 21:37

O governador Márcio França (PSB) veio a Jundiaí no final da tarde deste domingo. França, que assumiu o Governo paulista em abril, com a desincompatibilização de Geraldo Alckmin (PSDB) para que este pudesse concorrer à Presidência, é candidato a mais quatro anos à frente do Estado.

Depois de um dia de campanha pelos municípios da Região Metropolitana de Campinas, França veio trazer suas ideias para os jundiaienses e municípios vizinhos, chegando por volta das 18h30 à sede da Associação Paulista dos Cirurgiões-Dentistas (APCD), no Jardim das Samambaias.

O governador foi recebido pelo presidente do PSB local, Professor Oswaldo José Fernandes – mas a recepção contou com outras personalidades locais e até nacionais (como o presidente do PPS, Roberto Freire), além de prefeitos e vereadores da região, de dois secretários de Estado (Ricardo Bocalon, do Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação; e Júnior Aprilanti, de Turismo), de inúmeros candidatos à Assembleia ou ao Congresso Nacional, e ainda do ex-prefeito jundiaiense André Benassi, entre tantos outros nomes.

O presidente nacional do PPS, Roberto Freire, discursou antes de França. Freire classificou a atual administração federal como “desmazelada” e, sem citar o PT, comentou a luta incessante pela candidatura do ex-presidente Lula. “É um partido que não respeita nossa Justiça. E um Governo Federal tão fraco que passa ao largo da campanha e a quem ninguém quer ter seu nome associado”, disparou.

O governador Márcio França, por sua vez, preferiu usar um tom sóbrio mesmo nas críticas aos adversários. Citando especificamente Paulo Skaf (candidato do MDB ao Governo), ele falou sobre as escolas construídas pela rede Sesi. . “Vocês sabiam que as escolas que ele tanto elogia são pagas? Mas eu pergunto: quem tem R$ 250 para pagar, por mês, para as escolas do Skaf? Nós temos uma rede com 3,5 milhões de alunos.”

Permanecendo na Educação, o governador lembrou uma questão polêmica. “Eu sei que professor merece, assim como todos os nossos servidores, ser bem remunerado. Estão chateados, porque não houve reajuste nos últimos três anos. Mas o que era melhor: reajustar e não conseguir pagar em dia? O MDB, do Skaf, já governa um estado aqui do lado, o Rio de Janeiro. Vocês acham que o modelo do RJ cai bem aqui pra São Paulo?”

Márcio França seguiu num tom quase de conversa com o público presente, passando por outros assuntos espinhosos, como a saúde pública (“Os AMES só têm um problema: não abrem aos finais de semana. Mas vamos resolver isso”) para, por fim, comentar a greve dos caminhoneiros que parou o país.

“Eu tive de ligar para o presidente Michel Temer, ele disse que estava de mãos amarradas, que não poderia bancar o acordo que eu estava propondo. Ora, se o Estado de São Paulo não tomar a frente em questões como essa; se eu, como Governador do maior Estado deste país, não tomar a frente em uma situação como essa, quem é que poderá tomar?”, lançou, para reforçar, ao público presente, que tem preparo e que quer mais quatro anos.


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