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Delatores da OAS falam sobre ‘caixa 3’em eleições

DELAÇÃO | 10/03/2019 | 05:00

A empreiteira OAS usava como laranjas suas empresas prestadoras de serviço para disfarçar doações em campanhas eleitorais, segundo executivos do grupo que hoje são delatores.
A construtora orientou fornecedoras de suas obras a fazer doações oficiais nas campanhas de 2010 e 2014, à época legalizadas, para partidos ou candidaturas de seu interesse e compensava esses valores com contratos superfaturados em suas construções. Com isso, evitava que seu nome fosse associado a determinados candidatos e ficava livre para ultrapassar limites de repasses impostos pela lei eleitoral vigente naquelas eleições –que proibiam uma companhia de doar mais de 2% de seu faturamento bruto.
Essa prática ganhou o apelido de “caixa três” na delação da Odebrecht, que usou mecanismo parecido em eleições pré-Lava Jato. A Odebrecht delatou em 2016 um acordo com a dona da marca de cerveja Itaipava, que custeava campanhas eleitorais a seu mando e, em troca, recebia desconto na construção de fábricas.
No caso da OAS, dizem delatores, os laranjas eram empresas de engenharia menores que atuavam em suas obras em áreas como terraplenagem e instalações hidráulicas. Os depoimentos não trazem detalhes dos políticos beneficiários dessa prática. (FP)

URNA


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