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Desembargadora diz que há “caráter político” em greve da CPTM em SP

Angelo Augusto | 12/06/2019 | 16:41

A desembargadora Sonia Mascaro, do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 2ª Região, considera que a greve geral convocada por centrais sindicais para a próxima sexta-feira (14) tem “nítido caráter político” e determinou que, caso os trabalhadores da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) não trabalhem normalmente, aplicará uma multa no valor de de R$ 1 milhão.

A mobilização é um protesto contra a reforma da Previdência liderada por Jair Bolsonaro (PSL). Dois dos três sindicados de funcionários dos trens de São Paulo afirmaram que irão aderir à greve. O sindicato dos Ferroviários, que atua nas linhas 7-rubi e 10-turquesa, e o sindicato Central do Brasil, das linhas 11-coral e 12-safira, prometem parar na sexta contra a reforma da Previdência.

O sindicato Sorocabana, das linhas 8-diamante, 9-esmeralda e 13-jade, optou por decidir que seus funcionários decidam se vão ou não parar no dia 14. A Justiça respondeu a uma ação movida pela CPTM contra a promessa de paralisação dos sindicatos dos Ferroviários e da Central do Brasil. Na decisão, Mascaro pontua que o caráter é político porque a greve “insurge-se contra as propostas governamentais de reforma previdenciária”.

Para a desembargadora, a movimentação de paralisação “deveria ser essencialmente espontânea”. Ela determina que a operação nas linhas seja total na sexta. “Na verdade, não se trata de greve, mas de movimento social fomentado”, argumentou.

 


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