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Desemprego cai mais entre menos escolarizados, jovens e mulheres, diz Ipea


Data:22-05-2017 Fila na Agencia do Trabalhador Foto: Breno Esaki
Crédito: Reprodução/Internet
A queda da taxa de desocupação vem ocorrendo de forma consistente e atinge todos os segmentos da população, mas tem sido mais intensa entre trabalhadores com ensino fundamental e médio, jovens e mulheres, aponta Carta de Conjuntura do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) sobre o mercado de trabalho brasileiro divulgada nesta terça-feira (3). Segundo o estudo, a taxa de desocupação entre os trabalhadores com ensino médio incompleto caiu 3,8 pontos percentuais na comparação entre o primeiro e o último trimestre de 2017 -de 24,2% para 20,4%. Para quem tinha ensino superior, por exemplo, o recuou foi menor, de 9,2% para 7,8%. Na mesma base de comparação, a queda entre os jovens de 18 a 24 anos foi de 3,5 pontos percentuais, de 28,8% para 25,3%, e entre as mulheres, de 2,6 pontos percentuais, a 13,2% -a taxa dos homens passou de 12,2% para 10,5%. O desemprego no país voltou a crescer e registrou 12,6% no trimestre entre dezembro e fevereiro, segundo dados do IBGE divulgados na semana passada. "A alta da taxa de desocupação nos trimestres móveis encerrados em janeiro e fevereiro é decorrente da sazonalidade característica do início do ano. Na comparação com 2017, os dados mais recentes mostram uma recuperação do mercado de trabalho, conjugando expansão de ocupação e de rendimentos", afirma Maria Andréia Lameiras, pesquisadora do Ipea e uma das autoras do estudo. O documento diz que a recuperação do mercado de trabalho ao longo dos últimos meses, apesar de esperada, vem surpreendendo positivamente, com o registro também avanço nos rendimentos. "Em que pese alguma desaceleração no seu ritmo de crescimento, quando comparado a 2017, o rendimento médio real habitualmente recebido registrou alta de 1,8%, no último trimestre encerrado em fevereiro de 2018", aponta o estudo, destacando altas no setor privado com carteira (2,6%) e por conta própria (1,4%). Embora parte desse avanço dos salários reais possa refletir o forte recuo da taxa de inflação em 2017, a expansão dos rendimentos ao longo dos últimos meses surpreende porque ainda há um excesso de mão de obra disponível na economia, afirma o documento. O estudo diz ainda que, embora o aumento da ocupação tenha se verificado, essencialmente, no mercado informal, a ocupação com carteira também mostra resultados favoráveis. "Segundo o Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged), nos últimos meses, os saldos dessazonalizados têm sido positivos, algo que não se verificava desde o primeiro trimestre de 2014." O estudo aponta, porém, o alto grau de rotatividade dos segmentos sem carteira e por conta própria. Esses dois grupos são os que mais absorvem desempregados, proporcionalmente, mas também são os que mais dispensam trabalhadores.

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