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Explosão na área portuária de Beirute deixa ao menos 78 mortos e 4 mil feridos

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Crédito: Reprodução/Internet
Uma grande explosão atingiu na tarde desta terça (4) a cidade de Beirute, capital do Líbano, levantando bolas de fogo e colunas de fumaça gigantescas e afetando construções a quilômetros de distância. O ministro da Saúde, Hamad Hassan, disse à rede de TV Al Jazeera que o incidente deixou ao menos 78 mortos, além de cerca de 4.000 feridos. Paredes de prédios foram destruídas, janelas quebraram, carros foram virados de cabeça para baixo e destroços bloquearam várias ruas, forçando feridos a caminhar em meio à fumaça até hospitais.
Ainda não se sabe ao certo o que motivou o incidente, que ocorreu na zona portuária da capital, e se outras explosões aconteceram em Beirute. A explosão principal ocorreu na área portuária da cidade, onde ficam diversos armazéns. Duas fontes de segurança e a agência de notícias estatal NNA afirmam que a origem da explosão foi justamente um armazém de explosivos na região, que antes estava pegando fogo -não há informação se o incêndio foi proposital e qual o tipo de explosivo que havia no local. Vídeos nas redes sociais mostram uma grande nuvem de fumaça na capital e imagens de prédios destruídos. De acordo com a rede de TV Al Arabiya, foram ouvidas explosões por toda a cidade e ao menos uma delas teria ocorrido nas proximidades da residência do ex-premiê Saad Hariri. A informação não foi confirmada oficialmente. Ele postou uma foto em uma rede social logo após as explosões, indicando que está bem e que não ficou ferido na ação. Segundo testemunhas ouvidas pelo canal, construções que ficam a quilômetros de distância da explosão foram atingidas. "Vi uma bola de fogo e fumaça sobre a cidade. As pessoas gritavam e corriam, sangrando. Varandas foram arrancadas dos prédios. Vidros de prédios altos caíram nas ruas", disse uma testemunha à Reuters. A fragata brasileira Independência, nau capitânia da Unifil (Força Interina das Nações Unidas no Líbano), não estava no porto de Beirute na hora da explosão. Ela está no Mediterrâneo, patrulhando a região. A embarcação leva cerca de 200 marinheiros. A Unifil foi criada em 2006 para verificar a retirada israelense do sul do Líbano e evitar o contrabando de armas por via marítima, após um dos inúmeros embates entre as duas partes nas últimas décadas. Ela foi a primeira força da ONU a contar com uma missão naval, que é comandada pelo Brasil desde 2011.

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