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Menor taxa Selic anima os setores da economia

Márcia Mazzei | 19/06/2020 | 11:47

A maior queda da taxa Selic dos últimos tempos, fixada em 2,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom), ainda que esperada pelos analistas financeiros, foi comemorada por diferentes setores da economia e considerada certeira por especialistas.

Pelo menos para o economista Marino Mazzei Jr., que considera o oitavo corte seguido anunciado este ano uma medida de incentivo ao crédito e recomposição de renda.

Ainda que a Selic seja a taxa básica da economia que serve de referência para outras taxas de juros de financiamentos e remuneração de investimentos, ela não representa exatamente os juros cobrados dos consumidores, mas acaba incentivando a produção, o consumo e a atividade produtiva sendo apropriada para este momento que o Brasil está impactado com a pandemia da covid-19”, explica.

O comerciante, Orlando Fabrício, reforça que a redução da taxa Selic estimula a economia porque juros menores barateiam o crédito e incentivam a produção e o consumo em um cenário de baixa atividade econômica. “Quando falamos de juros baixos para empréstimos estamos pensando inclusive nos fornecedores. Além disso, dinheiro em circulação sempre recai no comércio que faz a roda da economia girar, com aquecimento das vendas, com geração de emprego e retomada do crescimento da economia.”

Setor industrial

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Nos 12 meses terminados em março, o indicador fechou em 3,3%, o menor resultado acumulado em 12 meses desde outubro do ano passado.

Sobre o risco do retorno da inflação, Paulo Oliva, presidente da Proempi (Associação das Empresas e Profissionais do Setor Imobiliário de Jundiaí e Região) é enfático: “A Selic não deve influenciar nesse sentido. Estamos ainda em uma realidade de consumo reduzido, principalmente pelo desemprego ou pelo temor de queda de renda”.

Sobre um novo corte da taxa, o diretor de comércio exterior do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), Marcio Ribeiro, enfatiza que existem limites potenciais para o espaço restante para o ajuste. “Este deve ser o último corte desse ciclo de redução da Selic, já que o órgão precisará de mais informações sobre os efeitos adicionais da pandemia na economia, bem como um declínio da incerteza fiscal para decidir os seus próximos passos”.


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