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Polícia Civil de SP terá supergrupo de operações especiais em março

Folhapress | 11/02/2019 | 08:29

A Polícia Civil de São Paulo deve implantar até março um superdepartamento de operações especiais, com cerca de 300 policiais. Batizada de Dope (Departamento de Operações Especiais e Estratégicas), a estrutura reunirá homens e mulheres com habilidade especiais, como atiradores de elite, especialistas em resgate, negociadores de sequestro e pilotos de helicóptero.

Essa é a primeira mudança estrutural da Polícia Civil a ser implementada pela gestão João Doria (PSDB), dentro de uma série planejada pelo delegado-geral Ruy Ferraz Fonte. E ela é considerada uma das mais profundas reformas da instituição em duas décadas.

Isso porque a nova estrutura centralizará todas as equipes do GOE (operações especiais) e do Garra (repressão a roubos), além de outros serviços antes pulverizados em outras unidades da capital, cada um com comando e modo de atuação distintos.

Esses policiais se juntarão aos policiais do Decade (capturas e delegacias especiais), departamento que deixará de existir, e todos ficarão sob a responsabilidade do delegado Osvaldo Nico Gonçalves (diretor do Decade).

Com essa mudança, os policiais do Deic (crime organizado) precisarão solicitar reforço ao Dope ao concluírem uma investigação e caso necessitem de apoio para realizar prisões.

Mesmo tendo sua sede na capital, as equipes também poderão apoiar operações em todo o estado, algo parecido com que o batalhão de choque faz na Polícia Militar.

Entre as mudanças mais significativas está a transferência para o Dope das delegacias antissequestro, subordinadas há anos ao DHPP (departamento de homicídios e proteção à pessoa).

Outra alteração será a transferência do grupamento aéreo, que também ficará subordinada ao Dope e que será responsável por encaminhar os helicópteros da instituição nas operações que requererem o apoio de aeronaves.

O novo departamento terá também um centro de comando que não só coordenará cada carro policial do Dope como fiscalizará os deslocamentos dos automóveis pela cidade, liberados apenas com prévia autorização superior.

Embora as autoridades não admitam abertamente, essa medida também tem como objetivo combater casos de corrupção entre os policiais civis no trabalho, como achaques a comerciantes em situação irregular.

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