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Procon orienta consumidores durante greve dos Correios; saiba como proceder

FELIPE TOREZIM - ftorezim@jj.com.br | 13/03/2018 | 04:28

A greve dos funcionários dos Correios anunciada no último domingo (11), por conta da alteração no plano de saúde dos empregados, ainda não tem data para acabar. Sendo assim, as entregas ficam cada vez mais atrasadas e o consumidor não sabe a quem recorrer. A coordenadora do Procon de Jundiaí, Gabriela Ribas Glinternik, explica que o órgão pode ajudar o consumidor em caso de contratação direta dos Correios. “Nesse cenário a empresa é a responsável por qualquer dano na encomenda, ou descumprimento do prazo prometido e deve haver uma indenização ao cliente. Se não houver, o Procon pode ser procurado”, diz Gabriela.

Outra dúvida comum é relação aos boletos e documentos. Em casos em que o cliente recebe a via e efetua o pagamento atrasado, por exemplo, o órgão do consumidor não poderá agir. “Nesse caso o cliente deve se organizar e solicitar outras formas de pagamento à empresa, para não haver os atrasos e as questões burocráticas que o atraso gera”, alerta Gabriela. Ela ainda conta que a empresa é obrigada a fornecer outros caminhos para receber e, em caso de não cumprimento, o Procon pode agir. O órgão publicou ontem em seu novo site orientações completas ao consumidor durante o período que durar a greve e pode ser acessado NO SITE DA ENTIDADE

Além do Procon, a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) também faz algumas orientações para pagamento de fatura ou boleto bancário caso não chegue. Caso isso ocorra, entre em contato com a empresa credora antes do vencimento para solicitar outra opção de pagamento, para evitar a cobrança de multas, o cancelamento do serviço ou a negativação do nome. As companhias que fazem a cobrança pelos Correios são obrigadas a oferecer alguma outra forma de pagamento (depósito, internet, sede da empresa etc). Segundo o diretor do Sindicato dos Correios de Campinas e Região, Marcel Luis de Oliveira, Jundiaí conta com cerca de 50 funcionários e, a princípio, 20% do efetivo está parado. “Será um grande desfalque, uma vez que já trabalhamos com um número de 50% de funcionários a menos que o ideal, mas a paralisação é a forma de chamar atenção para a atual situação dos Correios”, afirma Marcel.


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