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Protestos pedem de queda de Bolsonaro a intervenção militar em São Paulo

Das Agências | 07/06/2020 | 19:46

Impedidos judicialmente de fazerem manifestações no mesmo local, grupos contra e a favor do presidente Jair Bolsonaro fizeram atos em pontos distintos da cidade de São Paulo hoje (7). Manifestantes que pautam apoio a Bolsonaro marcharam na avenida Paulista e os que se opõem ao governo atual se manifestaram no largo da Batata.

#pelademocracia

Manifestantes ligados ao movimento negro, ao Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) e a torcidas organizadas de times de futebol se reuniram na tarde deste domingo, no largo da Batata (zona oeste de São Paulo), para uma manifestação contra o presidente Jair Bolsonaro e o racismo e a favor da democracia. Segundo a Polícia Militar, havia cerca de 3 mil pessoas neste ato.

“Ninguém queria estar na rua agora. Todo mundo queria estar em casa se protegendo [da covid-19]”, diz Guilherme Boulos, líder do MTST que se candidatou à Presidência em 2018. “O problema é que criou-se uma escalada fascista no Brasil. Por isso essas manifestações têm que acontecer.”

Ele afirma que a organização do ato tomou medidas de precaução contra a transmissão do novo coronavírus. “Tem toda uma orientação para ser possível fazer manifestação pró-democracia sem ser vetor [da doença]”, afirma.

O ato foi pacífico, mas a dispersão nem tanto. Um pequeno grupo de manifestantes que ainda caminhava até a avenida Paulista foi interrompida pela Tropa de Choque da polícia, que usou gás de pimenta, bombas de efeito moral e balas de borracha.

#intervençãomilitar

Já na Avenida Paulista, um outro grupo de manifestantes com cerca de 100 pessoas ignorou o pedido do presidente Jair Bolsonaro e promoveu uma manifestação com faixas defendendo intervenção militar, críticas ao governador João Doria e aplausos à Polícia Militar.

“Quem manda no país é o povo, não é o presidente. Estamos aqui porque é preciso prender os 11 ministros do Supremo e no mínimo uns 400 deputados corruptos”, disse o microempreendedor Johnny, que não quis dar o sobrenome.

Ele e três colegas mostravam uma faixa pedindo “Intervenção militar com Bolsonaro no poder” e a elaboração de uma nova Constituição com a criminalização do comunismo.

No fim da manhã, perto do cruzamento com a rua Augusta, a Polícia Militar apreendeu coquetéis molotov, gasolina, spray e garrafas de vidro. Duas pessoas foram detidas. Até as 15h, a Secretaria de Segurança Pública não tinha mais informações sobre o caso.

Pelo Twitter, a deputada federal Carla Zambelli parabenizou a polícia pela apreensão e disse: “Protesto democrático”, marcando alguns veículos de imprensa e o presidente da Câmara Rodrigo Maia.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro também comentou o fato na rede social. “Polícia faz apreensões de coquetéis molotov e armas brancas. Mas é tudo pela democracia tá, só iriam incendiar quem merecesse…”, escreveu.


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