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Rio diminui o número de adolescentes em abrigos


O número de crianças e de adolescentes acolhidos em abrigos, no Rio de Janeiro, diminuiu em 2014 quando comparado ao ano anterior. O fato deveu-se a inúmeras ações propostas pelo Ministério Público do Estado. Os resultados do 13º Censo da População Infanto-juvenil Acolhida no Estado do Rio de Janeiro foram divulgados durante o seminário que trata do abandono e da convivência familiar, na sede do Ministério Público (MP-RJ). O resultado dos dados do Módulo Criança e Adolescente (MCA) mostra que as crianças estão ficando menos tempo em acolhimento e mais de 70% das que estão abrigadas são beneficiadas por várias propostas do MP.

Os dados do censo mostram que em junho de 2013, eram 2.437 crianças e adolescentes em situação de acolhimento. Neste ano, o número diminuiu para 2.137 crianças e adolescentes. De acordo com a subcoordenadora do Centro de Apoio Operacional (CAO) das Promotorias de Infância e Juventude, Daniela Moreira da Rocha Vasconcellos, o trabalho do Ministério Público está dando resultados e as crianças ficam menos tempo em acolhimento.

“A gente tem verificado, esses anos, que o número de ações propostas pelo MP-RJ aumentou e atualmente cerca de 70,56% das crianças abrigadas tem uma ação proposta pelo Ministério Público, o que é um avanço significativo. O MP vem adotando medidas para diminuir o número de abrigados”, relatou.

O Conselho Tutelar não faz mais o acolhimento desses jovens. Agora, quem acolhe é o próprio juiz. As crianças que estão no abrigo, são menores tirados de casa por algum motivo e podem ser ressocializados dentro da própria casa ou podem ser encaminhadas para adoção. 

 


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