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São Paulo fecha todo o comércio


O governo Jair Bolsonaro vai permitir que empresas cortem pela metade jornada e salários de trabalhadores em meio ao avanço da crise do coronavírus. A iniciativa deve ser encaminhada ao Congresso por MP (medida provisória). O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), anunciou nesta quarta-feira (18) o fechamento de lojas na cidade, para evitar a disseminação do novo coronavírus. A medida vale a partir da próxima sexta-feira (20) e tem validade até o dia 5 de abril. O decreto, no entanto, libera farmácias, mercados, feiras livres, lojas de conveniência, padarias, restaurantes e lanchonetes para funcionar. Esses estabelecimentos terão que intensificar ações de limpeza, disponibilizar álcool em gel aos clientes, manter espaçamento de 1 metro entre mesas (no caso de restaurantes) e divulgações informações sobre prevenção. Todos os outros comércios não poderão fazer atendimento presencial no período -vendas pela internet serão permitidas. O decreto da prefeitura foi feito na esteira do governo João Doria (PSDB), que anunciou pela manhã o fechamento de shoppings e academias na Grande São Paulo, mas, logo depois o governador recuou. O anúncio foi feito, antes, ao canal de TV Globonews, diferentemente do governo estadual e do governo federal, que têm preferido entrevistas coletivas, com participação de outros órgãos de imprensa, para anunciar medidas de prevenção à pandemia. É a segunda vez nesta semana que o prefeito, que tentará disputar a reeleição, faz um anúncio importante em entrevista na televisão.

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