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Se não chover, nível da Cantareira chegará a zero em 52 dias


O secretário de Recursos Hídricos de São Paulo, Mauro Arce, avalia que se volume de chuvas em São Paulo se mantiver no atual patamar nos próximos meses a expectativa é de que a segunda cota do volume morto do sistema Cantareira comece a ser usada a partir de 21 de novembro. A primeira parte do volume morto começou a ser bombeada pelo governo paulista em maio. Nesta quinta-feira (25), o sistema Cantareira chegou ao pior nível de sua história, de 7,4% da água que é capaz de armazenar.

A Sabesp, empresa paulista de abastecimento de água, está autorizada a retirar mais 57 bilhões de litros do volume morto para abastecer 6,5 milhões de pessoas na Grande São Paulo. A primeira parte do volume morto foi usada quando a capacidade de abastecimento do sistema Cantareira estava em 8,2%.

“Nós temos o segundo volume, que estamos preparando para usar. Nós vamos adiar o máximo e só usar se houver necessidade”, disse o secretário. “Se continuar assim, essa é a data (21 de novembro). Daqui pra frente, no entanto, começando a primavera, a gente sabe que há muitos meses e que, nos últimos 84 anos, não houve nenhum desses meses que não choveu”, acrescenta.

O secretário realizou hoje, na companhia do governador Geraldo Alckmin (PSDB), vistoria em obras no parque Várzeas do Tietê, na capital paulista. 


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