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Sistema Cantareira evita falta de água em Campinas

| 25/06/2014 | 10:27

A liberação emergencial de mais água do Sistema Cantareira para o interior evitou que Campinas – com mais de 1 milhão de habitantes – tivesse de entrar em racionamento a partir desta semana.

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) foi obrigada, desde o domingo, a aumentar em 30% o volume de água que as represas do sistema deixam correr rio abaixo para suprir uma queda abrupta registrada no nível do Atibaia – manancial que abastece 95% de Campinas.

A medida agrava o cenário de escassez hídrica na Região Metropolitana de São Paulo – onde 47% usam o Cantareira. Na terça (24), os reservatórios atingiram 21,7% da capacidade (somando o “volume morto”). A queda repentina do nível do Rio Atibaia começou a ser verificada na sexta, quando a vazão média era de 5,25 mil litros de água por segundo, volume suficiente para abastecer Campinas, que usa 3,7 mil litros de água por segundo.

No sábado, a vazão caiu para 4,6 mil litros por segundo e chegou nesta terça a 4,1 mil litros por segundo. Abaixo disso, a cidade não teria opção, a não ser iniciar o rodízio. No fim de semana, a Agência Nacional de Água (ANA) e o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), em uma resolução conjunta, atenderam pedido da Sanasa e determinaram que no domingo o volume de água que o Cantareira manda para o interior paulista subisse de 3 mil litros por segundo para 4 mil litros por segundo.

O adicional evita o racionamento em Campinas no momento, mas não afasta riscos de racionamento futuro. Na terça, a vazão do Atibaia continuava baixa porque o volume a mais liberado só chegará ao ponto de captação da Sanasa nesta quarta. A liberação extra é emergencial, não tem prazo de validade e deve ser revista, assim que acabar o risco de desabastecimento.

O DAEE e a Sanasa começaram a investigar a queda de água no Atibaia. A Sanasa, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que o problema havia sido registrado em outros momentos neste ano. A empresa ressaltou que, juntamente com o DAEE, vai tentar identificar possíveis captações clandestinas no sistema e em seus afluentes, que pode ser feita por indústrias ou agricultores. Um sobrevoo de helicóptero será realizado para ajudar nessa busca.


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