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Uso do celular ao volante gera 946 multas em 2014

| 16/04/2014 | 16:50

Nos dois primeiros meses deste ano, 946 motoristas foram multados em Jundiaí pelo uso do celular ao volante. Em três anos, são mais de 24,6 mil multas, equivalente a média anual de 8,2 mil infrações do tipo. Os números preocupam, de acordo com a diretora de Trânsito Regina Romão, da Secretaria Municipal de Transportes (Setransp).

Por dia, são mais de 20 motoristas autuados na cidade e, não por acaso, o uso de celular ocupa terceiro lugar no ranking das principais infrações de trânsito – perdendo somente para as multas por excesso de velocidade. “Dirigir falando no celular chega a ser mais perigoso do que dirigir alcoolizado”, afirma Regina, explicando:

“Há estudos mostrando que o envio de uma mensagem retarda em 35% as reações do motorista, enquanto o alcoolizado tem uma perda de 12% no tempo para reagir a algum fato ocorrido no trânsito.” A infração, de acordo com a diretora de Trânsito, mostra falta de conscientização por parte dos motoristas.

“As chances de se envolver em um acidente aumentam 23 vezes para o motorista que dirige escrevendo uma mensagem de texto. Já o que fala ao celular no volante está seis vezes mais exposto a isso”, completa Regina, falando da falta de respeito consigo mesmo e com o próximo. Para ela, o número de multas aplicadas mensalmente na cidade por essa razão é bastante preocupante.

Ponto na carteira
Além do risco, para os motoristas multados o prejuízo é de R$ 85,13, além dos quatro pontos na carteira de habilitação. Em três anos, a arrecadação municipal, ao todo, foi superior a R$ 2 milhões só pelo uso indevido do celular ao volante. O metalúrgico Adauto Boschini diz evitar ao máximo esse tipo de abuso enquanto dirige.

“Prefiro estacionar o carro para falar ao telefone sossegado ou, então, escrever a mensagem”, afirma, contando que, no máximo, pega o celular para ver quem está ligando. “Mas não atendo. Outro dia estava com um amigo dirigindo, o alertei quanto a isso, mas ele falou que sabia o que estava fazendo. Não demorou para precisar frear bruscamente porque estava desatento.”

De vez em quando, é inevitável atender a uma ligação enquanto se está dirigindo, diz o técnico em eletrônica Derik Rangel. Nem sempre dá para estacionar, mas ele diz tentar fazer isso na maioria das vezes. “Dirijo bastante em São Paulo. O uso do celular tira a atenção, sem dúvida, por isso na maioria das vezes eu paro”, afirma.

Estacionado em uma rua da região central de Jundiaí com o celular nas mãos, o comerciante Ricardo Bonanome, por sua vez, diz que essa é sua atitude em todas as vezes, sem exceção. “Costumo parar, faço o que tenho que fazer, respondo a uma mensagem e então guardo o celular para dirigir”, exemplifica.


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