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Dia do Circo é comemorado com atrações no Centro da cidade

redação e folhapress | 27/03/2018 | 05:00

A Praça Governador Pedro de Toledo (Praça da Matriz) vai virar um verdadeiro picadeiro nesta terça-feira (27). A programação de eventos gratuitos em comemoração ao Dia do Circo começa às 10h, com a apresentação do espetáculo da companhia Respeitável público e segue ao longo do dia com intervenções até as 17h. Entre as atrações programadas de clowns e palhaços, perna de pau, acrobalance e acrobacias estão as intervenções das companhias Eleve, Gatos Gordos, Pling do Circo, Cia. Mamulengos, Cia. Tramp de Palhaços, Cia. Tão Distante de Artes, Art no Ar, Movimentar-te, Trupe Fans, Cia Gravitá e Cia Rick e Kelly.

Festival Internacional
Hoje é o Dia do Circo, e a celebração da data vai muito além do mês de março. Pela primeira vez, São Paulo ganha a sua Cidade do Circo, no Centro Esportivo Tietê, na Armênia (zona norte). Lá vai acontecer, de 11 a 15 de abril, o primeiro FIC (Festival Internacional de Circo), que reunirá mais de 40 atrações em apresentações gratuitas. Além disso, há espetáculos circenses pela cidade o ano todo, com apresentações que comprovam a evolução dessa arte nos últimos anos. “São Paulo tem uma produção muito grande, tanto de circos itinerantes quanto de grupos contemporâneos. A cidade precisava de um festival para dar visibilidade a esse tipo de trabalho”, avalia Hugo Possolo, diretor geral do festival e um dos fundadores do grupo Parlapatões. “Vamos montar a Cidade do Circo com três grandes lonas, mais uma área fechada com palcos e um espaço dedicado ao Centro de Memória do Circo. O festival vai dar um panorama gigantesco do que há na cidade.”

Militante do circo, Bel Toledo, gestora do Tendal da Lapa – Centro de Qualificação do Circo, explica como a categoria evoluiu ao longo dos anos. “Temos muito a comemorar, porque a linguagem do circo se solidificou. Não é só aquele grupo de artistas de lona pobre, que circula pelo país com dificuldade. Esses foram nossos grandes mestres, mas o circo contemporâneo está revolucionando tudo”, defende Bel. “Os grupos hoje pesquisam linguagens diferentes. Não existe só o equilibrista mostrando a habilidade em que ele é exímio. Essa apresentação está musicada, coreografada e, muitas vezes, até faz parte de uma dramaturgia”, explica a especialista, que trabalha na especialização de artistas do segmento. A ideia do festival é reunir todos os estilos de arte circense. “A intenção é popularizar circos que não têm tanta visibilidade e reforçar os já famosos, como o Circo Zanni”, avalia Possolo.

Bairros distantes do centro serão convidados a fazer parte do Festival do Circo, em abril. Jardim Pantanal (zona leste), Previdência (zona oeste), Cidade Ademar, Heliópolis e Parelheiros (todos da zona sul) vão receber uma programação de espetáculos -datas e horários ainda não foram definidos. “Nem todo o mundo se desloca do seu bairro mais extremo da cidade para o centro para ver um espetáculo de teatro. Como o projeto da Kombi no circo, em que as apresentações vão até o bairro, o festival levará alguns de seus espetáculos aos extremos da cidade. Depois, esses grupos voltam para a Cidade do Circo para contar a sua experiência com o público”, explica Possolo.


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