Cultura

Doc sobre tortura LGBT nas telas

STREAMING "Welcome to Chechnya" aborda a perseguição gay na Rússia


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No total, foram 18 meses dedicados à produção do documentário
Crédito: Divulgação

Em abril de 2017, o jornal de oposição russo Novaya Gazeta revelou para o mundo que prisões, torturas e assassinatos de LGBTs estavam acontecendo de forma extrajudicial, acobertada pelo governo, na Chechênia, parte da Rússia.

Como resposta às alegações, o presidente checheno, Ramzan Kadyrov, não apenas disse que a perseguição ao grupo era mentira, como também afirmou que não existiam homossexuais em sua república. O assunto ganhou manchetes do mundo todo, mas pouco aconteceu -a onda de violência continuou e se estendeu até mesmo a jornalistas que escreviam sobre as perseguições.

Diante da inanição das autoridades locais e da falta de pressão internacional, o cineasta David France fez as malas e decidiu viajar para a região, para filmar e mostrar, não apenas relatar, o que de fato estava acontecendo. Ex-repórter investigativo, ele já havia se debruçado sobre o ativismo LGBT antes, em "How to Survive a Plague" e "A Morte e Vida de Marsha P. Johnson".

Foram 18 meses de trabalho, convertidos no documentário "Welcome to Chechnya", que integra a programação da 44ª Mostra de Cinema de São Paulo. Depois, no dia 18 de novembro, ele entra em cartaz em diversas plataformas de streaming.

"O que acontece lá é um genocídio diabólico, um crime contra a humanidade. Surgiram histórias horríveis sobre isso e quase nada aconteceu. Eu imaginei, como muitos outros, que depois das reportagens o maquinário da civilidade havia entrado em cena e que haviam parado o que estava acontecendo. Mas não, a perseguição continuou", diz France.

O filme está disponível na exibição na 44ª Mostra de SP e estreia nas plataformas de streaming no dia 18 de novembro.


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