Cultura

"A Escolhida" traz à tona justiça social

ESTREIA Dirigido por Gerard Bush e Christopher Renz, o longa revela Janelle Monáe


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A produção tenta trazer uma narrativa com o mesmo fervor de 'Corra!"
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O filme "Antebellum", que no Brasil recebeu o nome de "A Escolhida" e estreia hoje (29), é todo embasado em torno de uma reviravolta inesperada.

Mais uma vez que se dá a tal revelação, o roteiro acaba ficando menos inspirado e distinto, exibindo a tentativa de aproveitar o zeitgeist que fez de "Corra!" um fenômeno, mas sem a mesma habilidade de criar uma narrativa realmente singular.

A produção marca a estreia da dupla Gerard Bush e Christopher Renz na direção e no roteiro, que já eram conhecidos por incluir a justiça social em seus trabalhos como publicitários.

A história começa numa antiga fazenda sulista dos Estados Unidos, ainda com trabalho escravo, onde os supervisores punem severamente os trabalhadores do campo. Alguns deles tentaram fugir recentemente, liderados por Veronica, interpretada por Janelle Monáe, e pagam um preço alto pelo ato, o que não faz com que desistam da ideia de escapar daquele horror.

Mas o enredo demora demais para mostrar o que deveria tornar "A Escolhida" especial.

O trecho final, ao contrário, entra num território de thriller mais familiar, e parece começar a acelerar quanto mais se aproxima do desfecho, deixando sem respostas uma série de enigmas. Isso é um pouco irritante, e é exatamente o que distancia o longa de outros mais bem resolvidos como "Corra!".

Esse é o primeiro trabalho da cantora, modelo e atriz Janelle Monáe como protagonista, e ela se sai muito bem, carrega o filme nas costas. O resto do elenco é todo subaproveitado, nenhum outro personagem parece ter características especiais, ou qualquer distinção que seja.


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