Cultura

O existir indígena nas telas do Sesc


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No total, são nove vídeos liberados semanalmente até o final do ano
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Com o objetivo de aproximar os públicos da cultura de povos originários brasileiros, o Sesc realiza, entre novembro e dezembro, o projeto 'Do Meu Canto Conto Eu'. Uma ação que engloba um bate-papo com transmissão ao vivo e a publicação de uma série de vídeos que trazem as reflexões de povos indígenas sobre modos de existir, por meio de registros audiovisuais feitos por eles mesmos.

Os vídeos que compõem o projeto compreendem ao todo 9 registros, entre 5 e 10 minutos cada, feitos com imagens captadas pelos indígenas em suas aldeias, com seus celulares. Um novo vídeo vai ao ar semanalmente, às quartas-feiras, de 6/11 a 30/12, e poderá ser conferido pelas redes sociais das unidades do Sesc envolvidas no projeto.

O projeto foi idealizado pela artista palhaça Priscila Jácomo, que acumula anos de experiências vividas junto a povos indígenas. Ela conta como intuiu que a figura do palhaço é uma espécie de conector de humanidades, que muito além de fazer rir, tem uma função social descolonizadora no mundo e precisa agir, em especial, fora de cena. "O palhaço reverencia tudo o que é considerado diferente e é embaixador das vozes não ouvidas e de todas as outras possibilidades de viver e existir no planeta", reflete.

A partir desse entendimento, e em meio ao clima de desalento trazido pela pandemia, Priscila enxergou uma oportunidade de fazer uma ponte para que indígenas dos povos Krahô (Tocantis); Kariri Xocó (Alagoas); e Guarani Mbya (terra indígena no Jaraguá, São Paulo - capital) pudessem contar diretamente de seus cantos, suas reflexões e modos de atravessar esse momento.

A transmissão acontecerá às 19h simultaneamente nas unidades do Sesc de Osasco, Itaquera e Jundiaí.

 


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