Cultura

Álbum de Toquinho transborda leveza


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O lançamento contempla 11 faixas com parcerias memoráveis
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Além do violão de excelência, Antonio Pecci Filho, o Toquinho, parece imprimir em seus trabalhos a leveza que seu sorriso traduz. Não é diferente no primeiro álbum de inéditas que ele lança em nove anos, "A Arte de Viver".

O fio óbvio que liga as 11 faixas é o fato de todas serem parcerias com Paulo César Pinheiro. A dupla repete, depois de um longo hiato, a experiência de "Mosaico", lançado em 2005. Mas também há a esperança que resiste mesmo numa canção de amor desfeito, como "Papo Final". No duo, Maria Rita faz aquela que, cansada de sofrer, não aceita dar outra chance. Toquinho é o homem que aposta em mais um recomeço.

Nos extremos do disco, está clara a crença de que vale a pena olhar para frente. A primeira música já mostra a que veio no título, "A Arte de Viver", do verso "o mundo é um brinquedo pra quem merecer". A última é um samba cantado em coro, com participação de Paulo César Pinheiro e fé em que as coisas podem mudar. "A aliança do plebeu é a queda do imperador", afirma a letra.

Não há qualquer obra-prima no repertório. É certo que eles já fizeram composições melhores em suas cinco décadas de carreira.


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