Cultura

Cinemas alugam salas para gamers

OPORTUNIDADES Redes de cinema inovam para faturar na pandemia


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Salas de cinema da Coreia do Sul recebem gamers com agendamento
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Sem clientes e filmes na pandemia, redes de cinema da Coreia do Sul e dos EUA começaram a alugar os espaços para gamers.

Assim como no Brasil e em outras partes do mundo, os cinemas coreanos estão sob as restrições impostas pela pandemia. Muitos estão de portas fechadas, enquanto outros restringem-se a 50% da ocupação total. Além disso, há menos filmes sendo lançados para a tela grande. Assim, a CGV (Coreia do Sul) teve a ideia de alugar suas salas a gamers, de modo a criar uma nova fonte de renda.

Até as 18h, grupos de no máximo quatro pessoas podem alugar um telão por duas horas, ao custo de US$ 90 (R$ 483). Se o aluguel da sala for noturno, o custo sobe para US$ 135 (R$ 725). Os jogadores trazem de casa os consoles, controles e jogos.

Nos EUA, a AMC, maior cadeia de salas de cinema, precisou levantar US$ 917 milhões para afastar temporariamente a possibilidade de decretar falência. Enquanto isso, no Reino Unido, cineastas instaram o governo a oferecer apoio financeiro às redes de cinema, para impedir que tenham de fechar suas portas.

Assim como na Coreia do Sul, a rede de cinemas americana Malco Theatres tem alugado suas salas para gamers desde novembro.

A rede permite que grupos de até 20 pessoas aluguem suas salas, distribuídas por 36 cinemas em seis Estados do sul dos EUA. O preço do serviço Malco Select é de US$ 100 (R$ 537) por duas horas e US$ 150 (R$ 805) por três.

A pandemia teve um efeito devastador sobre a indústria cinematográfica. No mundo inteiro, a venda de ingressos caiu 71%, gerando uma receita de US$ 12,4 bilhões, contra US$ 42,5 bilhões em 2019, segundo a revista especializada Variety.


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