Cultura

Obras mostram o cotidiano invisível


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As peças "Portar(ia) Silêncio" e "A Cobradora" começam temporada
Crédito: divulgação

Algumas categorias são constantemente invisibilizadas pela sociedade, como se não fossem primordiais e nem mesmo humanas. Com a pandemia, essa condição acabou se agravando, 'escondendo-as' ainda mais. Assim, dois espetáculos discutem os pontos de vista de duas dessas classes: os porteiros e as cobradoras.

Etre 14 e 24 de maio, de sexta a segunda-feira, às 20h, "Portar(ia) Silêncio" e "A Cobradora", respectivamente criações do diretor e ator Jhoao Junnior e da Zózima Trupe, serão transmitidos em conjunto, em sessões virtuais e gratuitas. As apresentações podem ser conferidas pelo site e nas redes de teatros municipais de São Paulo (Alfredo Mesquita, Cacilda Becker, Arthur Azevedo e Popular João Caetano).

Ao todo serão 20 apresentações on-line, oito delas transmitidas ao vivo a partir de um palco (sem presença de público). Além de contar com oficinas de criação, com os artistas dos dois espetáculos, virtuais via plataforma Zoom que também fazem parte desta mini-temporada.

Cada uma das sessões dos espetáculos conta com um prólogo, com os dois atores que protagonizam os monólogos, seguido pela encenação de "Portar(ia) Silêncio" e, antes de "A Cobradora", haverá ainda um interlúdio, em que os dois personagens contracenam, mais uma vez.

Os espetáculos foram criados a partir de depoimentos pessoais e técnicas de história oral junto a porteiros de prédios e condomínios da região central da cidade e de cobradoras de ônibus a partir do parque Dom Pedro. Ambas as peças costuram a cidade a partir desses indivíduos que ocupam posições subalternas e que veem a cidade de um ponto de vista muito particular, solitário e invisível - as cobradoras costuram a cidade, os porteiros olham a cidade a partir de um lugar estático.

Site

https://linktr.ee/portariaecobradora

 


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