Cultura

Obra pauta a educação pública

ESPETÁCULO Grupo realiza apresentações virtuais e gratuitas no final do mês


Divulgação
O Coletivo Nos Educando apresenta o espetáculo de forma virtual
Crédito: Divulgação

Em 2019 alunos de uma escola pública de Carapicuíba, localizada na Grande São Paulo, jogam cadeiras e carteiras em uma professora. O conflito registrado em vídeo rodou o mundo e é o disparador da experiência cênica virtual 'Essa é a história da carteira que voou', primeira montagem do Coletivo Nos Educando, que faz seis apresentações de 27 a 30 de maio.

As exibições são gratuitas e ocorrem de quinta e sexta-feira às 20h, sábado às 19h e 21h e domingo às 18h e 20h.

A montagem com idealização e dramaturgia inicial de Juli Codognotto e Patrícia Torres e direção geral do próprio grupo, traz no elenco Camila Shunyata, Daniel Carvalho, Danilo Monteiro, Juli Codognotto, Lenilson de Souza Thomaz e Roberta Marcolin Garcia.

Na obra o público será guiado pelos atores, via WhatsApp, entre cenas ao vivo compartilhadas na plataforma Zoom e vídeos e áudios gravados previamente, disponibilizados no momento da apresentação. Haverá também um momento para a partilha de histórias reais, narradas por professoras e professores convidados Amália Galvão, Felipe Michelini, Mari Pionório, Natacha Lorido, Nilton Serra e Silvani Moreno.

Para aproximar o público das questões da educação pública de São Paulo, a jornada on-line envolve narração de histórias, poesia, performance, música e videoarte. Cada apresentação será única, pois a cada sessão serão exibidos dois vídeos diferentes, entre seis curtas, denominados "Cadernos", criados a partir de temas urgentes de estudo e criação.

O trabalho parte parte de uma situação específica (o vídeo de Carapicuíba) para narrar, sob diferentes pontos de vista, outras histórias do chão da escola, além de perceber diversos aspectos de como a sociedade entende e realiza a educação das crianças e jovens; arriscar um pensamento crítico a respeito das mídias, seus usos e possibilidades; desenvolver um processo de cura (no sentido de cuidado, de demorar-se no assunto, de experimentar caminhos de superação) em relação às feridas da situação de guerra imposta a educadores e estudantes; e ousar mirar utopias, nesse espaço tão amplo e complexo que é a escola.

O Coletivo Nos Educando nasceu em 2019, a partir do desejo de artistas e educadores de transformar a realidade da educação pública, vivenciada por seus corpos, em criação artística.

Serviço

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