Cultura

Morre o gigante da arquitetura brasileira Paulo Mendes da Rocha


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Paulo Mendes da Rocha
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Paulo Mendes da Rocha, que foi o mais brasileiro dos arquitetos internacionais, morreu na madrugada deste domingo (23), aos 92 anos. Ele estava internado em São Paulo, e a morte foi confirmada por seu filho, Pedro Mendes da Rocha.

Em atividade desde 1955, foi realmente descoberto pelo mundo quatro décadas mais tarde, quando as imagens da Pinacoteca do Estado e do MuBE (Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia) circularam em revistas estrangeiras.

 

 

Deixa a mulher, Helene, e os filhos Renata, Guilherme, Paulo, Pedro, Joana e Naná.


Abaixo, conheça dez projetos emblemáticos do arquiteto

Museu Brasileiro de Escultura e Ecologia, o MuBE
Próximo ao Museu da Imagem e do Som, o museu é um gigantesco retângulo de concreto armado e tem um vão livre de 60 metros. O espaço foi construído em 1986 a partir de um concurso, vencido pelo arquiteto, e também tem um jardim projetado por Roberto Burle Marx.

Reforma da Pinacoteca do Estado de São Paulo
O edifício concebido por Ramos de Azevedo e vizinho do parque da Luz foi recuperado de décadas de usos variados com um projeto de Paulo Mendes da Rocha e Eduardo Colonelli no final da década de 1990.
Parte de um conjunto de iniciativas de revalorização do centro de São Paulo, as obras cobriram com claraboias metálicas os antigos pátios abertos do prédio e criaram passarelas em seu interior.

Sesc 24 de Maio
A unidade do Sesc no centro da capital paulista foi construída num edifício antes ocupado por uma loja de departamentos. Uma estrutura de concreto no miolo do edifício, visível em quatro imensos pilares cilíndricos ao lado do sistema de rampas, permitiu a instalação do teatro no subsolo e da piscina na cobertura, a 30 metros do solo.

Museu da Língua Portuguesa
O museu, que pegou fogo em 2015 e passou por reformas, é também um dos projetos do arquiteto, criado em 2006. Ele foi construído na Estação da Luz, no centro da capital paulista.

Sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo
O prédio da avenida Paulista passou por uma reforma em 1998, que reformulou o piso térreo e foi feita por Paulo Mendes da Rocha. A mudança também alterou a laje inferior onde está o Centro Cultural Fiesp.

Marquise na Praça do Patriarca
A marquise metálica de 39 metros foi instalada na entrada da galeria Prestes Maia e funciona como um elemento que estrutura o espaço da praça, mais que como um abrigo às intempéries.

Edifício Guaimbê
O prédio na rua Haddock Lobo foi projetado em 1964 por Paulo Mendes da Rocha e João Eduardo Gennaro, e é um dos edifícios mais icônicos de São Paulo, com sua estrutura de concreto aparente e sacada também com toldo de concreto.

Ginásio do clube Paulistano
Localizado em uma área com um dos metros quadrados mais caros do país, no Jardim Paulista, zona oeste de São Paulo, o ginásio é uma obra de 1958, feita em parceria com João Eduardo Gennaro, morto em 2013.
Paulo Mendes da Rocha tinha apenas 29 anos e era recém-formado no Mackenzie quando se inscreveu no concurso aberto pelo clube para escolher o projeto de seu ginásio.

Estádio Serra Dourada
O estádio, feito em 1974, se tornou um dos cartões-postais de Goiânia, cidade em que ele também foi responsável pelo Jóquei Clube.

Galeria Leme
O corpo principal da galeria foi construído em concreto armado, resgatando uma linguagem utilizada por Mendes da Rocha em projetos dos anos 1970. O edifício tem dois níveis que formam uma sala de exposições no térreo e duas de apoio no piso superior. Um cubo anexo é conectado por uma passarela ao edifício principal.


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