Cultura

Tia Surica celebra a vida de Manacéa

SAMBA Aos 80 anos, a cantora homenageia compositor em "Conforme eu sou"


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A cantora carioca faz declaração de amor à escola de samba Portela
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Assim como a própria vida de Iranette Ferreira Barcellos, cidadã carioca que veio ao mundo em 17 de novembro de 1940, o álbum "Conforme eu sou" é declaração do amor da artista à Portela, uma das mais tradicionais escolas de samba do carnaval do Rio de Janeiro.

Nem poderia ser diferente, porque, para quem não liga o nome à pessoa, Iranette é a popular "Tia Surica", a pastora do grupo Velha Guarda da Portela, famosa no mundo do samba pelas iguarias musicais e gastronômicas.

Aos 80 anos, a artista dá continuidade com o álbum "Conforme eu sou" à espaçada discografia solo, iniciada tardiamente em 2003 com a edição do álbum intitulado "Surica" e continuada, uma década depois, com o registro do show Tia Surica ao vivo na Portela (2013).

Gravado em estúdio, entre fevereiro e março, com direção musical e arranjos do produtor e violonista Paulão Sete Cordas, o álbum "Conforme eu sou" exalta a Portela através da nobreza lírica do cancioneiro do compositor Manacéa José de Andrade (26 de agosto de 1921 - 10 de novembro de 1995), cujo centenário de nascimento é festejado neste ano de 2021.

Compositor desde os 18 anos, Manacéa criou sambas-enredo para a Portela a partir da segunda metade da década de 1940 e, em 1957, teve o primeiro samba registrado em disco, Minha querida, parceria com Francisco Santana. Desde então, Manacéa pavimentou obra que ganhou projeção, além dos redutos do samba, a partir dos anos 1970.

Na seleção do álbum "Conforme eu sou", Manacéa assina sozinho 11 dos 12 sambas. A exceção é Volta, meu amor, parceria do compositor com a filha Áurea Maria, fruto da união de Manacéa com Dona Neném (1925 - 2020), figura ilustre da família portelense a quem Surica dedica o disco.


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