Cultura

Bienal do Livro do Rio responde à censura com edição militante

A Bienal do Livro do Rio de Janeiro começou nesta sexta-feira (3) e segue até dia 12


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Bienal do Livro do RJ responde à censura de Crivella com edição militante
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A Bienal do Livro do Rio de Janeiro abriu as portas na manhã desta sexta-feira (3) repleta de militância. Se dois anos atrás a feira sofreu censura quando o ex-prefeito Marcelo Crivella mandou fiscais irem até o Riocentro esconder em sacos pretos uma HQ que mostrava um beijo gay, o evento agora quer se fixar como palco da diversidade.

Livros, palestras, painéis e debates. Os elementos que sempre caracterizaram a Bienal do Livro do Rio estarão de volta a partir desta sexta-feira (3), quando a vigésima edição do evento ocupar dois pavilhões e as áreas externas do Riocentro, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Entre os dias 03 e 12 de dezembro deste ano, o Riocentro será novamente palco da Bienal do Livro Rio, maior festival de literatura e cultura do país. 

A pandemia de Covid-19 forçou uma adaptação mundial. Com a Bienal, não será diferente: a expectativa é que, nesta edição, o encontro literário receba um público de 300 mil visitantes – metade da quantidade recebida pela Bienal mais recente, realizada em 2019.

Além da redução de público, o evento também estabeleceu protocolos de segurança para público e participantes: utilização obrigatória de máscaras, apresentação de comprovante de vacinação para pessoas com mais de 12 anos, visitação em dois turnos, totens com álcool em gel espalhados pelo Riocentro e avenidas internas mais largas para aumentar o distanciamento entre os visitantes.

A apresentação dos escritores convidados também vai se adaptar às condições impostas pelo protocolo. Parte deles participará de forma virtual.


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