Cultura

Morre Joan Didion, escritora pioneira do jornalismo literário, aos 87 anos

Segundo a assessoria, a causa da morte foi a doença de Parkinson


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A escritora Joan Didion, uma das precursoras do que se convencionou chamar de jornalismo literário, morreu nesta quinta-feira, aos 87 anos. Segundo sua editora nos Estados Unidos informou ao jornal The New York Times, a causa foi a doença de Parkinson.

Didion vivia um grande momento no mercado editorial brasileiro, com seu livro de estreia "Rastejando Até Belém" tendo sido publicado por aqui pela primeira vez pela Todavia, meio século depois de sua edição original.

Outros dois de seus clássicos, "O Ano do Pensamento Mágico", de 2005, em que reflete sobre a morte do marido já em uma idade avançada, e "O Álbum Branco", de 1979, que reúne alguns de seus maiores ensaios sobre a cultura americana, foram publicados pela HarperCollins.

A autora despontou como uma ensaísta ferina do comportamento dos Estados Unidos no pós-guerra, em revistas tradicionais como a Life, produzindo artigos jornalísticos com traços literários inconfundíveis ao mesmo tempo que outros grandes autores como Gay Talese e Hunter Thompson.

Além dos trabalhos consagrados em não ficção, Didion também escreveu romances como "Play It as It Lays" e "A Book of Common Prayer", nos anos 1970, uma faceta de sua obra ainda pouco conhecida no Brasil.

De quebra, a autora ainda teve sucesso como roteirista de filmes como "Os Viciados", que projetou Al Pacino em 1971, a terceira versão de "Nasce uma Estrela", com Barbra Streisand em 1976, e a comédia romântica "Íntimo & Pessoal", com Michelle Pfeiffer e Robert Redford em 1996. Todos foram trabalhos em parceria com o então marido, o também jornalista John Gregory Dunne.


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