Cultura

4,9 milhões da área cultural impactados


Um dos mais completos bancos de dados sobre a economia criativa no país acaba de lançar uma plataforma de consulta inédita, que chegou ao público com uma função inesperada. Os últimos dados lançados pelo Painel de Dados do Observatório Itaú Cultural, com informações disponibilizadas por diversas instituições no ano passado, poderiam retratar um setor que movimentava mais receitas do que, por exemplo, o comércio de peças automotivas no país. No final das contas, o painel acabou dando informações sobre um mercado atingido em cheio pelo impacto da pandemia da covid-19. Segundo o levantamento, o setor empregava cerca de 4,9 milhões de pessoas. "A pesquisa se torna ainda mais importante agora, porque podemos saber qual é o potencial de um setor específico e entender o que está sendo posto em risco", afirma Leandro Valiati, pesquisador do departamento de economia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, que liderou a realização do projeto recém-lançado. No retrato, São Paulo aparece como o estado mais pujante dentro deste mercado, com 1,4 milhão de trabalhadores no setor, seguido por Minas Gerais, com 510 mil, e Rio de Janeiro, com 428 mil. "Mais do que nunca, vamos precisar de políticas públicas estruturantes para a cultura e setores criativos, assim que a pandemia passar", diz Eduardo Saron, diretor do instituto Itaú Cultural. As fontes usadas são diversas - entre elas estão o IBGE, a Secretaria Especial da Cultura e a Ancine, a Agência Nacional de Cinema.

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