Jornal de Jundiaí | https://www.jj.com.br

Bandas tradicionais se reinventam e seguem fortes

MARIANA CHECONI | 03/11/2019 | 05:00

Jundiaí é uma cidade que a cada dia descobre novos talentos para a música. Isso ocorre por influência de artistas antigos, que servem de inspiração e incentivo pelo fato de estarem há tanto tempo no mercado, porém fazendo sucesso e puxando um público fiel e animado por onde passam.

Uma das bandas que ilustram esse cenário é a conhecida Trio em Transe. Iniciou suas atividades em outubro de 1989 com Tom Nando (Fofão), Daniel Busanelli e Emerson Metal. Emerson ficou pouco tempo e Claudinei Duran integrou o trio trazendo a influência das cordas viscerais de seu violão, características de samba e jazz. Hoje o grupo é formado por Tom Nando (violão e voz), Iramy Piola (contrabaixo e vocal), Fernando Gambini (guitarra e vocal), Pedro Ivo (percussão) e Ricardo Cecchi (bateria).

O vocalista Tom Nando diz que não há segredos para o sucesso. O que faz com que o grupo continue no palco por 30 anos é o prazer que sentem em estar juntos nas apresentações. “Nosso maior prazer é estar no palco fazendo o povo sacudir e curtir a boa música brasileira e suas vertentes. Alguns jovens dizem que frequentavam o show do trio com seus pais e hoje são eles que fazem questão de estar em nossos shows. Isso é mais que honroso pra todos nós, uma vez que somos inspiração para novos músicos iniciarem seu projetos”, diz.

Outra banda que completa 30 anos esse ano é a UTI. O guitarrista Marcelo Bertola, fundador do grupo, conta que o que garante o sucesso é o público. Sem o apoio deles, a banda não estaria há tanto tempo no mercado. “Não temos incentivo do governo. Isso é uma coisa comum no país. Ainda mais sendo uma banda de rock.

Por isso o que garante nosso sucesso é o amor à música, a dedicação e o amor que o público nutre. Isso é um incentivo enorme”, afirma.

DIVERSIDADE
Um outro exemplo de artista de muito sucesso em Jundiaí é o Big Chico, da Big Chico Blues Band. Há 25 anos no mercado, ele já se apresentou nos principais festivais de jazz e blues nacionais e internacionais e dividiu o palco com grandes ícones como Rod Piazza, Keb Mo, Mark Hummel, Howard Levy, além de ter participado da abertura do show do lendário James Cotton. O músico conta que o ‘segredo’ do sucesso é sempre tocar com amor e respeitar o público.

“Tenho um lema. Proporcionar ao público mais do que ele espera, ou seja, se imaginam que o show será bom, quero fazer com que seja maravilhoso. Além disso, hoje em dia, é necessário sempre se renovar e inventar coisas novas”, conta.

Ninguém melhor para falar sobre renovação do que Cláudio Augusto Pinto (Claudião). Integrante por 12 anos do grupo Sombra e Água Fresca, saiu com um amigo, Sidney, que também tocava na banda para montar seu próprio grupo, o “CS e Cia.”. A parceria durou por 10 anos e, após a saída de Sidney, o nome mudou para “Claudião e Cia.” também com foco de músicas covers há mais de 20 anos.

Além dela, Claudião tem um grupo de pagode conhecido como “Grupo Deixa Acontecer”. “O segredo é não parar no tempo. Não adianta se fechar só no passado. Tem que acompanhar a mudança do tempo e a evolução das músicas. Tem sempre que inovar porque quem não é visto não é lembrado”, explica ele.

Big Chico

Claudião e cia.

Trio em Transe

Banda UTI


Leia mais sobre
Link original: https://www.jj.com.br/cultura/bandas-tradicionais-se-reinventam-e-seguem-fortes/
Desenvolvido por CIJUN