Cultura

Casais da vida real participam de série

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Crédito: Reprodução/Internet
Como fazer uma série meio dramática, meio cômica, sobre "amores possíveis" em tempos de quarentena? Como gravar cenas românticas sem contato físico, sem a presença de técnicos?  "A necessidade é a mãe da invenção", diz Jorge Furtado sobre a ideia de recorrer exclusivamente a atores que são casados ou estão quarentenando juntos por causa da pandemia de coronavírus. Cada um dos quatro episódios da nova série que a Globo planeja exibir ainda este ano na TV aberta é protagonizado por uma dupla: Taís Araújo e Lázaro Ramos; Luisa Arraes e Caio Blat; Fabiula Nascimento e Emilio Dantas; Fernanda Torres e Fernanda Montenegro. "A ideia veio de uma urgência de fazer alguma coisa, de trabalhar, de contar histórias", conta Furtado. "É a nossa profissão. Eu vivo disso há 38 anos, contando histórias", diz o criador de "Mister Brau", "Sob Pressão" e "Todas as Mulheres do Mundo". Superado o primeiro problema, o segundo foi: Como fazer uma série dessas sem colocar outras pessoas em risco? "Escrevendo algo para eles no cenário onde eles estão", responde Furtado. Ou, como diz a diretora artística Patrícia Pedrosa, fazendo um "reality show da dramaturgia": entregando todo o equipamento de gravação na casa dos atores e ensinando-os, de forma remota, a operar. A série está programada para exibição na Globo às terças-feiras, em setembro. O título provisório é "Amores Possíveis", mesmo nome de um filme de Sandra Werneck, com Murilo Benício e Carolina Ferraz, exibido em 2001. Furtado prefere "Antes que o Amor Acabe". "É um título mais urgente, fala mais do momento", diz. "Mas o autor é último a saber essas coisas", brinca.

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