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Dandara e Paulo Monarco sobem ao palco do Sesc quinta-feira (5)

DA REDAÇÃO | 03/07/2018 | 16:03

Nesta quinta-feira (5), às 20h, o Sesc Jundiaí recebe o show “Dois Tempos de Um Lugar” com os aclamados Paulo Monarco e Dandara Modesto. O espetáculo, que une música e performance, tem um dos repertórios mais elogiados por críticos e músicos dentro e fora do país. “Esses intérpretes parecem dois manhosos que vieram não sei de onde – um vindo de Marte e outro de qualquer parte – que descobriram ser donos de um segredo sonoro contido na colocação da voz”, disse Tom Zé, em entrevista para a Folha de São Paulo. Para Tom, “Dois Tempos” é tão inesperado que surpreende qualquer um. “É uma coisa íntima, bonita e está cheio de finuras e sofisticações . Há muito tempo não ouço uma coisa dessas.”

Quando Dandara e Paulo Monarco se encontraram, não imaginavam a força de tamanha convergência nessas duas caminhadas artísticas que já desenvolviam em trajetórias individuais. Juntos, construíram um percurso que vai da premiação em mais de 30 festivais de música no Brasil. A trajetória os conduziu à necessidade de criar um espetáculo próprio, partindo de canções elaboradas para a dramaturgia num show surpreendente e emocionante, habitado pela performance, teatralidade, música e o audiovisual.

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O álbum, lançado na Europa em 2016, foi gravado por meio de uma bem-sucedida campanha de crowdfunding (financiamento coletivo pela internet), contando com mais de 300 apoiadores. O repertório é formado por parcerias de Monarco com Zeca Baleiro, Celso Viáfora, Kleuber Garcez e Suely Mesquita, além de composições de nomes como Maurício Pereira e Túlio Borges.

CRÍTICA
O músico jundiaiense Claudinei Duran, violonista de sete cordas, se diz impressionado com o álbum. “Quando ouvi o CD fiquei maravilhado. Não há nada que se compare. As harmonias de violão do Monarco são sublimes. E as letras são algo inédito. Eles podem ter muita influência, mas não copiam ninguém. Eles são únicos”, diz. “Dandara canta com a voz que sai do sussurro, acreditando em cada palavra, sofrendo com o ‘choro que há em mim por mil razões que sei e mais dez mil que herdei’. Há lágrimas em sua respiração, e lágrimas reais, não técnicas. Dandara é um assombro de interpretação”, afirma o crítico e jornalista Julio Maria, do Estadão.

A jornalista Patrícia Palumbo, especializada em rádio e música, destaca o misticismo de “Dois Tempos”. “Tem uma vontade de Pasárgada nesse trabalho. Uma floresta tropical como cenário, com seus personagens míticos encantados. Um duo de vozes líricas que vem dos tempos dos madrigais pra contemporaneidade do crowdfunding (…) De um tempo que talvez seja preciso reinventar. E é isso que eles fazem por nós.”

QUEM SÃO ELES
Paulo Monarco, 30 anos, é “cuiabano de Minas Gerais”. Cantautor, já foi gravado e trabalhou com Zeca Baleiro, Lenine, Chico César, Graça Cunha, Aíla, Dulce Quental, Celso Viáfora e muitos outros artistas. Tem dois álbuns lançados: “Malabares com Farinha”, de 2010, e “Dois Tempos de Um Lugar”, gravado em parceria com Dandara. Monarco também tem produzido discos para trilhas de dança, cinema e publicidade. Seu permanente laboratório musical está resultando no novo álbum “Abriram-se as veias”.

Dandara Modesto, 28, é intérprete por essência, cantora e performer que tem como instrumento a voz. Poética, potente e tropical. Artista do palco, visceral, canta com o corpo todo e conduz o público a uma experiência performática que integra diferentes linguagens artísticas de maneira magnética. Neste ano está lançando o álbum “Estrangeira”, gravado entre Zurique, na Suíça, e São Paulo, produzido por Tó Brandileone e co-produzido por Paulo Monarco e Raul Misturada.

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