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Evento japonês de rua é opção na capital paulista

DA REDAÇÃO | 07/07/2019 | 08:30

Nos dias 13 e 14 de julho, o bairro da Liberdade, na capital paulista, estará em festa com a realização do maior evento japonês de rua do mundo, o Tanabata Matsuri – Festival das Estrelas. A tradicional celebração da cultura japonesa no Brasil acontece desde a década de 70, com a organização da ACAL (Associação Cultural e Assistencial da Liberdade), e recebe cerca de 200 mil pessoas em um único final de semana.

Em sua 41ª edição, o evento oferece uma programação repleta de shows, danças folclóricas com a participação de cerca de 800 dançarinos voluntários de diversas associações, oficina de origami, além de apresentações com os tradicionais tambores Taikô.

A programação do Tanabata Matsuri é gratuita e concentrada em torno da Praça da Liberdade-Japão.

No dia 13, sábado, acontece das 10h30 às 19h e no dia 14, domingo, das 10h30 às 18h.
Durante o festival, as ruas do bairro e a Praça da Liberdade-Japão são decoradas com 80 bambus gigantes – com aproximadamente 13 metros de altura – e 500 com cerca de 2 metros, os quais recebem a ornamentação dos enfeites coloridos de papel, simbolizando as estrelas. Neles, são pendurados os tanzakus, pequenos pedaços coloridos de papel onde as pessoas colocam os pedidos a serem entregues aos deuses.

Os tanzakus são confeccionados em seis cores, cada uma simbolizando um desejo: branco – paz; amarelo – dinheiro; verde – esperança; vermelho – paixão e gratidão; rosa – amor; e azul – saúde e proteção dos céus. Ao final da celebração, os bilhetes são queimados com o propósito de que os desejos cheguem aos céus para que as estrelas Altair e Vega, segundo a lenda, possam realizar os pedidos.

O Tanabata Matsuri originou de uma lenda japonesa criada há mais de quatro mil anos que conta a história de Orihime, filha de um poderoso deus do reino celestial. Certo dia, diante de seu tear, ela vê passar um rapaz conduzindo um boi e por ele se apaixonou. O pai consentiu o casamento dos dois jovens.

Casados e totalmente dominados pela paixão, ambos se descuidaram de seus afazeres normais e o pai, indignado, ordenou que eles vivessem separados, um de cada lado da Via Láctea, mas permitiria que o casal se reencontrasse apenas uma vez ao ano, no sétimo dia do sétimo mês, se cumprissem a ordem do pai: atender aos pedidos vindos da Terra.

Segundo a mitologia japonesa, Orihime é representada pela estrela Vega e o rapaz pela estrela Altair, que fica do lado oposto na galáxia – duas estrelas que realmente só se encontram uma vez por ano. Este fenômeno astronômico deu origem à lenda.


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