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Exposição de Presépios marca reabertura do Solar do Barão

DA REDAÇÃO | 15/12/2018 | 18:34

A noite do aniversário de 363 anos de Jundiaí contou com a reabertura do Museu Histórico e Cultural – Solar do Barão, que estava fechado preventivamente desde maio deste ano para uma reforma que contemplou seu sistema elétrico, iluminação, pavimento e telhado. Com várias áreas comprometidas, a decisão por fechar foi tomada levando-se em conta a responsabilidade em disponibilizar um espaço seguro tanto para o acervo nele abrigado, quanto para funcionários e visitantes que circulam pelo local.

Entre as obras realizadas, o Museu recebeu uma nova caixa de entrada de força e sua fiação elétrica foi substituída por cabos com maior espessura. Além disso, com a eliminação do cabeamento sobre o forro, onde mantêm-se somente as redes canalizadas necessárias para iluminação, os fios foram enterrados, com indicação de trajeto e caixas de inspeção pelos jardins, e os circuitos foram individualizados. O Museu também teve reforma completa do telhado, passou pela limpeza e higienização do seu pavimento, ganhou sistema permanente de som e teve toda a sua iluminação substituída por lâmpadas de LED, que consomem 90% menos energia e não dissipam calor. Tanto os jardins quanto a fachada do Museu passam a ser iluminadas por sistema automatizado.

O prefeito Luiz Fernando Machado enalteceu o empenho dos servidores das Unidades de Cultura e Infraestrutura e Serviços Públicos, que evitaram, por fim, gastos maiores aos cofres públicos apenas com a utilização de mão-de-obra própria. “Ao constatar o estado em que se encontrava o Solar do Barão, tivemos de tomar uma decisão difícil, porém, tomada com responsabilidade, que foi a de manter fechado o museu durante todo esse tempo”, reflete Luiz Fernando, lembrando que o fechamento do Solar ocorreu meses antes do incêndio no Museu Nacional, no Rio de Janeiro, em setembro. “Hoje, olhamos para estes jardins e todas estas áreas reformadas e sabemos que foi a decisão mais acertada”.

“Acreditamos em um futuro onde a cultura é um elemento importante na formação de uma sociedade e apesar de sabermos que ainda há muito a ser feito, reabrir o Solar do Barão no dia do aniversário de Jundiaí, num momento em que tantos museus por aí são fechados, é muito emblemático”, acrescenta, também lembrando que o fechamento preventivo evitou um desfecho trágico como o do Museu Nacional. “O cabeamento emaranhado em rede única sobre o forro e as lâmpadas com reatores eram o cenário ideal para uma tragédia, como a ocorrida no Rio de Janeiro. Nenhum outro museu de que tenhamos conhecimento passou por esse tipo de intervenção, o que coloca Jundiaí como referência.”

Com custo final de R$ 40 mil aos cofres públicos, as obras foram inicialmente orçadas em até R$ 180 mil. Tal economia foi possível graças à utilização da mão de obra de servidores da Unidade de Gestão de Cultura, e também e pelo fornecimento dos materiais pela Associação das Irmãs São Vicente Paulo Gysegem, proprietária do imóvel, que forneceu telhas e madeiramento para economizar outros R$ 35 mil na reforma completa do telhado.

Tradição antiga

O Coral Astra se apresentou na noite de abertura, assim como o trio Bem-te-vi. Para celebrar ainda mais a ocasião, também teve início a tradicional Exposição de Presépios natalinos, com direito a homenagem aos dois expositores mais antigos, Laércio Tetto, de 78 anos, e Idalina Periotto Cerioni, a dona Nina, de 95 anos. Também receberam homenagens as irmãs Ivone e Jacira, da Associação das Irmãs São Vicente Paulo Gysegem, proprietária do imóvel. Seu Laércio, que assim como dona Nina participa da exposição desde os tempos do Parque da Uva, ficou emocionado. “Eu não sabia desta homenagem, foi uma surpresa. Foi bem emocionante”, disse.

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