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Falta de gerador ameaça produções

| 21/10/2014 | 20:30

Sem um gerador de energia que garanta o fornecimento de luz em casos de quedas e interrupções, produções e espetáculos que se apresentam no Teatro Polytheama, em Jundiaí, correm o risco de ficar às escuras.

O tema veio à tona no último domingo, quando a apresentação do espetáculo “Músicas de Cinema”, pelos corais Madrigal Vivace e Astra, foi prejudicada pela falta de luz no Polytheama. Durante a apresentação, houve uma queda de energia de poucos minutos motivada pelos fortes ventos que ocorreram na cidade naquela noite. “O espetáculo foi retomado, mas chegamos a cogitar a interrupção do concerto, o que seria um prejuízo para àqueles que investiram na produção, assim como o público”, diz a maestrina e diretora musical do espetáculo, Vastí Atique.

Em nota, a direção do Polytheama garante que mantém os sistemas de iluminação de emergência e de combate à incêndio em perfeitas condições, a fim de garantir a segurança do público.

A maestrina questiona a ausência do gerador, que poderia ser a solução para imprevistos como o ocorrido no último domingo. “É muito triste saber que as pessoas não se importam com o maior patrimônio cultural de Jundiaí”, dispara.

Ainda em nota, a direção do teatro informa que há um projeto de reforma e ampliação do Polytheama que prevê a instalação de um gerador. Após finalização, o projeto será apresentado ao Conselho Municipal de Cultura e Compac para aprovação. A diretoria do teatro termina a nota lamentando o ocorrido e informando que no caso de uma queda de energia prolongada o dinheiro do ingresso seria devolvido ao público.

Ensaio às escuras – Além da queda de energia durante a apresentação, o elenco do espetáculo ficou sem luz durante toda a tarde de domingo. Os integrantes dos corais buscaram alternativas para dar continuidade aos ensaios, marcados para horas antes das cortinas se abrirem. “Tivemos que recorrer a uma lanterna, mas a marcação no palco ficou prejudicada. Por se tratar de um concerto cênico, outras linguagens culturais que estavam em cena, como o cinema, a dança e a música cantada e orquestrada foram afetadas”, explica Vastí. 

A falta de energia foi provocada pela substituição de um poste de iluminação feito por técnicos da CPFL (Companhia Piratininga Força e Luz). “Foram seis horas sem energia, das 11h às 17h. Este cronograma da CPFL poderia, ao menos, ter sido comunicado antecipadamente à diretoria do teatro, que foi surpreendida assim como todos nós”, lamenta Vastí Atique. 

Em nota, a direção do Polytheama confirma que nenhum funcionário do teatro fora comunicado pela CPFL da troca do poste com antecedência.

Também em nota, a CPFL esclarece que ao realizar desligamentos programados, unidades consumidoras afetadas pelas interrupções no fornecimento são avisadas previamente.

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