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Famílias de músicos de Jundiaí são influência

MARIANA CHECONI | 22/11/2019 | 05:00

Hoje, dia 22 de novembro, é comemorado o dia do músico. Para homenagear essa carreira tão importante, a reportagem conversou com famílias de músicos, que passam a profissão e a paixão pelas notas de geração em geração.

É o caso da família de Petch Calasans (Carlos Alberto), 57 anos. Assim como ele, seu pai, sua mãe e os dois irmãos são músicos. Ele conta que a música é um hobby em sua vida. “Fiz três anos de engenharia industrial como profissão. Música era hobby, servia como diversão. Ainda é. Tenho como influência Johann Sebastian Bach”, afirma.

O músico, que toca piano e contrabaixo, conta que já se apresentou com os irmãos em festivais. Ele já tocou com grandes nomes da música, como Raul Seixas e Marcelo Nova. “Nós três nos apresentamos juntos nos anos 1983/84. Lembro que nessa época tocamos em um grande show em Americana, o Festival Som do Verde Vale”, relembra.

Outra família muito conhecida em Jundiaí por conta dos músicos é a da banda “Neguinhos e Filhos”. Rodolfo Oliveira, 39 anos, um dos filhos, conta que a paixão pela música começou com seu avô, que tocava alguns instrumentos. “Meu pai, o “Neguinho” sempre tocou, pois o pai dele tocava. Hoje em dia temos trabalhos paralelos na música, mas antigamente tocávamos os três junto na época de Neguinho e filhos”, conta.

“Eu, “Rodolfo de Neguinho” tenho trabalho solo violão e voz e com banda “Rodolfo de Neguinho 3.1”. Meu irmão mais velho, Juliano Oliveira, tem a “Banda Vitrola Jundiaí”, na qual faço parte como baixista. Meu pai “Neguinho” mora em Paraty (RJ) e continua tocando por lá, com um trabalho instrumental, só violão. Hoje com 11 volumes gravados”, explica o músico.

Rodolfo conta que começou a tocar aos seis anos em casa e aos 12 profissionalmente, e não conhece outra vida além da música. “Meu pai e meu irmão já trabalharam fora da música, eu não. Trabalhei com música a vida inteira. A minha maior influência é a MPB e soul music, mas também me inspiro na música instrumental brasileira e mundial”, afirma.

Tecnologia
Além de tocar, Rodolfo criou um aplicativo para músicos. O iMusico.com. Nele, os profissionais podem se inscrever e, por meio do aplicativo, ajustar a parte burocrática das negociações. “Às vezes os músicos não gostam de resolver essas pendências de contratação, por exemplo. O aplicativo faz isso por eles. Por meio dele, as pessoas conseguem até pagar pelo serviço dos músicos desejados”, explica.

“Neguinho” e o filho Rodolfo Oliveira na época que se apresentavam juntos

Petch Calasans toca piano e contrabaixo e vê a música como grande diversão


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