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Karina Buhr ‘se desmancha’ em nova fase da carreira

MARIANA CHECONI | 24/01/2020 | 09:00

Desmanchar: 1. alterar(-se) ou desfazer(-se) o aspecto, a forma, a arrumação. 2. modificar(-se) a estrutura de (algo). Desmanche. É o título e o tema do quarto álbum da cantora e compositora Karina Buhr de 45 anos, natural de Salvador. “Várias músicas do disco existem desde 2016, enquanto eu ainda fazia shows do ‘Selvática’ (3º disco da carreira), mas elas ficaram guardadas. Quando começaram a cobrar o disco novo, O nome ‘Desmanche’ surgiu e foi ficando, pois vimos uma ligação entre o tema e as músicas, que tratam desde um desmanche político e social até o ato de se desmanchar, seja no amor, na natureza ou na tranquilidade”, conta.

Tanto o disco quanto o show apresentam um arranjo diferente. Não tem bateria. Percussão, teclado, guitarra, baixo e programações eletrônicas, se desdobram para criar diferentes climas. O show apresenta as músicas do novo álbum e também revive algumas letras de discos anteriores dos discos. “O que eu peguei dos outros discos foram as músicas mais agressivas e transformamos por conta da falta da bateria. É tudo costura de percussão. No show eu também toco algumas músicas“, conta a cantora.

Karina traz de volta à cena seus tambores. O quarto disco marca uma etapa em sua vida, “Desmanche é uma etapa que marca quando eu decidi sair de uma banda. Demorei para desapegar porque era uma novidade.

Depois disso, cada disco é uma coisa diferente, principalmente esse, que tem uma formação diferente dos outros”, explica.

No palco, a formação conta com Karina Buhr (voz e percussão), Regis Damasceno (guitarra), Maurício Badé (percussão) e Charles Tixier (MPC e teclado).

As canções produzidas em parceria com Régis Damasceno (da banda Cidadão Instigado) evocam referências do manguebeat de Chico Science em uma mistura de músicas oriundas das tradições populares, como o maracatu e o coco, com guitarras pesadas e sonoridades eletrônicas.

Para se preparar, a cantora não possui nenhum ritual específico. “Gosto de unir a banda uma hora antes do show, para todo mundo estar junto. Além disso, sempre faço minha maquiagem. É uma maneira de me conectar com o show”, conta.

Carreira
Karina Buhr Magalhães nasceu em Salvador em 20 de maio de 1974, é escritora, artista plástica, cantora, compositora, produtora musical, poeta, atriz e percussionista. Aos 8 anos mudou-se para o Recife, em Pernambuco, cidade natal de sua mãe, onde iniciou sua carreira musical em 1994, nos grupos de maracatu Piaba de Ouro e Estrela Brilhante.

De lá pra cá integrou a banda Eddie, formou a banda Comadre Fulozinha, tocou e fez participações em diversos discos. Foram inúmeras as participações em trilhas sonoras de filmes, peças de teatro e dança.

Em 2010 lançou seu primeiro disco solo “Eu Menti pra Você”. Eleita artista do ano, pela APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) e figurou entre os “Top 10” disco e músicas.

Em 2015, a cantora lançou o seu terceiro disco solo. Intitulado Selvática, o álbum foi bem recebido pela crítica especializada, tendo sido considerado um dos melhores do ano pelo site Música Estática.

Ainda em 2015, lançou um livro de poemas intitulado “Desperdiçando Rima” pela editora Fábrica 231. O mesmo está disponível para venda no site oficial da artista.


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