Cultura

Longa de terror foge do óbvio


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Crédito: Reprodução/Internet
Fugindo do óbvio dos filmes de terror, o longa “Um Lugar Silencioso” tem pouco sangue e quase nenhum grito. Porém, o filme, que estreou esta semana nos cinemas, rende bons sustos e tensão ao retratar a rotina de uma família que tenta sobreviver a criaturas que caçam seres humanos pelo som. O cenário é de apocalipse. Ruas desertas e humanos vivendo isolados. É aí que a família de Evelyn (Emily Blunt) e Lee (John Krasinski) encontra um meio de sobreviver aos ataques das criaturas misteriosas. Diferentemente dos zumbis que estão na moda, esses monstros têm o ouvido muito apurado e qualquer som pode causar um ataque. Para se proteger, todos só andam descalços e se comunicam pela língua de sinais - recurso que já usavam, porque a filha mais velha, Regan (Millicent Simmonds), é surda. A família ainda tem outras duas crianças, Marcus (Noah Jupe) e o pequeno Beaut (Cade Woodward). Os garotos foram habituados pelos pais ao silêncio: cada movimento do corpo deve ser calculado e não é permitido haver nenhum ruído. Assim, na hora das refeições, não há pratos, apenas folhas para apoiar os alimentos. Com uma boa história em mãos, o diretor do longa, John Krasinski, que também é protagonista do filme e marido de Emily Blunt, conseguiu fazer uma produção dinâmica, sem cenas desnecessárias nem cansativas. Não há muita explicação de como o ataque alienígena começou nem de onde surgiram as criaturas mortais, mas outras boas dicas ao longo do filme ajudam a dar um sentido à história.

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