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Mother Mary é aposta de banda com músicas autorais em Jundiaí

MARIANA CHECONI | 18/08/2019 | 12:00

Atualmente, Jundiaí vem sendo palco para surgimento de diversas bandas autorais. Nomes como Inluzt, Overdrive Luna, Corrosivo 420, Velodkos e Boca de Lobo são exemplo de grupos que apostam em suas próprias músicas e garantem a qualidade do repertório musical da cidade.

Juntos desde abril de 2018, o quarteto que forma a Mother Mary é uma promessa para Jundiaí. Composta por Johnny Paul (vocais e gaita), Daniel Pacheco (baixo e vocais), Pedro Lucas (guitarra e vocais) e Lucas Pacheco (bateria), a banda de rock une composições próprias e clássicos dos anos 70.

O som dos garotos é uma mistura do que o quarteto ouve. Bandas como Humble Pie, Rainbow, Mr. Big., Bixiga 70, Os Mutantes, Jefferson Airplane, Kiss, Clube da Esquina, The Meters, Kool & The Gang, Free e Led Zeppelin com certeza influenciam no repertório da banda, que desenvolveu em seu estilo musical a mistura do hard rock, da psicodelia, do heavy metal e do funk americano. A partir disso, é quase classificável que a banda faça ‘Stoner Rock’, estilo popular da década de 90 que resgatava o espírito das décadas anteriores com muito peso vindo das caixas de som.

“O estilo da banda foi uma surpresa pra mim. Para falar a verdade, eu nem conhecia o Stoner Rock, que os colegas de banda trouxeram à Mother Mary. Sempre apostei na surpresa, pois esse tipo de coisa nós não temos muito controle”, conta o guitarrista, Pedro Lucas.

COMPOSIÇÕES
A banda nunca sai dos ensaios sem ao menos um momento de improviso. O grupo possui engavetadas cerca de 40 músicas que ainda não foram trabalhadas, todas resultados dos improvisos em estúdio.

Canções como Into A Hole e Harmful World surgiram dessa forma. “As músicas, na maioria das vezes, são criadas em estúdio durante algum improviso ou jam session. Isso é possível graças ao entrosamento e à química fortíssima que temos quando tocamos”, explica Daniel Pacheco, baterista.

Quando toca, a banda distribui uma apresentação que foca na parte técnica, aliada ao improviso e à performance de palco. Ver a Mother Mary ao vivo é uma promessa de um show enérgico do início ao fim.

“Acho que uma das grandes virtudes da banda é o seu poderio em elevar sentimentos dentro das canções. É tudo muito real e tocante. Quando subo no palco, eu tenho a quase certeza de que teremos tudo sob controle, o público nas mãos. É muita energia. É como costumo dizer: ‘um dia moraremos no palco’. De fato, isso acontece”, diz o vocalista Johnny Paul.

O sonho do quarteto é tornar os shows completamente autorais. Para isso, será necessário entrar em estúdio e gravar o material, seja começando com um single ou um EP de quatro músicas. O importante é registrá-las nas mesas de som para o público ter o conhecimento e passar a acompanhar mais o quarteto.

É importante ressaltar a dificuldade de lançar um material físico hoje em dia. Apesar de todos sonharem com isso. Plataformas como Spotify e Deezer são as apostas para esse início.

Apesar disso, os integrantes também sabem que, para isso acontecer, é de extrema importância que a base de público seja feita na cidade em que a banda está inserida. Aos poucos, a Mother Mary vai buscar fazer seu nome em outras cidades.

“Tocar com estes caras é sensacional! O feeling na criação de nossas músicas é demais. O pacote vem completo com introdução, melodia, letra e solo. Com um baixista perito em gêneros musicais, um guitarrista que parece tocar com 15 dedos, um vocalista compositor nato, fica até difícil tocar bateria”, brinca o baterista, Lucas Pacheco.


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