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O musical ‘A Padroeira’ estreia dia 29, no Bradesco

DA REDAÇÃO | 27/03/2019 | 08:30

Quando Walcyr Carrasco manteve a tradição de fazer sucesso na TV com a novela “A Padroeira” (Globo, 2001-2002), não seria de se espantar que ele estreasse no gênero musical nos palcos com uma trama sobre Nossa Senhora Aparecida, a Padroeira do Brasil. Mas foram necessários 18 anos para que o projeto fosse abraçado e tomasse forma.
E valeu a pena. Em cartaz no Teatro Bradesco, a obra é a única das grandes produções recentes 100% nacional. História, roteiro, canções e artistas, todos são brasileiros e nada é adaptado dos padrões da Broadway -principal produtora de musicais do mundo. Aqui, o padrão é a brasilidade. E não decepciona.
O tema escolhido comove e fascina o público ao mesmo tempo. “Tem muito da identidade nacional, pois a gente criou isso. Conseguimos desenvolver com “Aparecida” uma forma brasileira de fazer teatro brasileiro musical, com a nossa raiz”, diz Fernanda Chamma, diretora.
O musical conta com 33 artistas, 12 músicos, 20 canções originais, dezenas de figurinos e cenários grandiosos. A ideia é dar conta de narrar à altura a história de Nossa Senhora Aparecida, um dos maiores símbolos de fé dos brasileiros há mais 300 anos -e cujo santuário recebe 17 milhões de fiéis por ano.
Como fio condutor da montagem, Walcyr Carrasco se inspirou em uma história real, de um advogado que conheceu. O homem que viraria personagem fica cego por conta de um câncer e resolve acertar as contas com sua fé. “Não tinha noção do tamanho do espetáculo. Meu maior desafio é fazer um deficiente visual. Ele não tem fé e acaba entrando em depressão. A empregada dele, então, sugere que ele e a mulher, Clara [Bruna Pazinato], devem ir à basílica da Padroeira, em Aparecida”, conta Leandro Luna, intérprete do protagonista, Caio. Carrasco se refere à história como “milagre real”.
Os milagres da santa são contados no palco a partir do momento em que ela é encontrada por pescadores, em 1717, passando pela construção de seu culto em uma capela em Itaguaçu (interior de SP) até a moderna basílica em Aparecida (SP).
Entre os milagres citados estão o dos “peixes”, sobre quando os pescadores que a encontraram são surpreendidos por uma quantidade enorme de peixes; o das “velas”, que se acenderam sozinhas após alguns segundos apagadas por uma rajada de vento dentro de um oratório; o do “escravo Zacarias”, de um foragido que tem suas amarras rompidas ao entrar em uma capela de Nossa Senhora de Aparecida; e o do “Cavaleiro Prepotente”, que fala de um cavaleiro descrente que muda suas ideias quando tenta invadir uma igreja da santa e seu cavalo prende a pata na entrada da construção.
O musical relembra o atentado sofrido pela estátua de Nossa Senhora Aparecida em 1978, quando um jovem perturbado quebra a estátua em mais de 200 pedaços.
Fala também da missa celebrada para reparar esse episódio, quando foi estabelecida oficialmente a data do “Ato do Desagravo”. E detalha o cuidadoso trabalho de restauração feito no Museu de Arte de São Paulo.
Depois de pronta, a imagem foi levada em procissão pelo país, até voltar ao seu santuário, onde foi recebida por milhares de devotos.

SERVIÇO
O Teatro Bradesco fica na rua Palestra Itália, 500, Perdizes, Fica em cartaz até dia 21 de abril, de sex., às 21h; sáb., às 16h e às 21h; e dom., às 15h e às 19h30). Mais informações pelo telefone 3670-4100. (Folhapress)

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