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“Oito mulheres e um segredo” chega às telonas; veja a programação

da folhapress | 07/06/2018 | 02:30

As bandidas vestem Prada. E Burberry, Dolce & Gabbana, Givenchy, Valentino e Vivienne Westwood. Joias, só da Cartier. Um assalto ao baile de gala do Metropolitan, o episódio no centro do enredo de “Oito Mulheres e um Segredo”, que estreia nos cinemas hoje (confira a programação em Jundiaí CLICANDO AQUI), pede esse figurino e divas que lutam sem descer do salto agulha. Toda a trama gira em torno do momento em que elas tentam driblar o olhar indiscreto de seguranças e câmeras de circuito fechado para roubar um colar de diamantes avaliado em milhões de dólares do pescoço de uma celebridade em pleno jantar – uma longa comédia de erros com uma queda deslumbrada pela tríade glamour, luxo e riqueza.

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O plano envolve uma bela jovem na mira dos paparazzi, uma estilista decadente e a réplica perfeita da joia alvo do assalto na noite mais badalada do establishment da moda. “Esses filmes têm um senso de estilo, uma certa arrogância. Isso faz parte da alegria da coisa”, diz Cate Blanchett, uma das atrizes da gangue. “Mas não é um desfile de moda. Essas são as roupas que as personagens usariam.” Nessa versão toda feminina – e que se quer feminista – do clássico filme de roubo cinematográfico que estreou em 1960 com Frank Sinatra no comando e ganhou depois três adaptações com George Clooney e Brad Pitt, o grupo criminoso se esbalda em looks e acessórios. O brilho intenso de suas joias e seus momentos de delírio fashionista chegam a ofuscar os diálogos ou qualquer fiapo de trama, fazendo pensar que cineastas ao longo da história talvez tenham errado ao ignorar o poder magnético da união da moda vista nos tapetes vermelhos com enredos calcados na execução de um crime perfeito e sem arestas.

“Queríamos honrar toda a tradição de filmes de grandes roubos, fazer algo suave”, diz Olivia Milch, corroteirista do longa. “Mas sabemos que as mulheres podem ter muitas nuances e ser contraditórias.” E, nesse sentido, “Oito Mulheres e um Segredo” lembra uma junção improvável de um dos filmes de James Bond com os vícios de “Sex and the City”. “Tudo está nos detalhes, e essas mulheres têm um tremendo senso de estilo”, diz o diretor do filme, Gary Ross. “Tentamos criar uma experiência suntuosa. A Dolce & Gabbana fez mais de cem figurinos para a gente, e foi uma vantagem mesmo trabalhar com grandes estilistas e poder rodar num lugar como esse.” Mas os excessos estéticos de “Oito Mulheres”, que chega agora aos cinemas, são ao mesmo tempo a maior força e o calcanhar de Aquiles de um filme com ambições de ser o mais plástico e vendável produto dos tempos MeToo. Na ressaca da onda de denúncias de assédio sexual em Hollywood, e algumas semanas depois da escandalosa detenção do ex-megaprodutor Harvey Weinstein em Nova York, o longa corre o risco de parecer fútil ao mostrar mulheres obcecadas por vestidos e joias por mais que todas elas sejam criminosas frias e centradas.

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