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“Os Incríveis 2” estreia nesta quinta-feira (28) nos cinemas; bora assistir?

DA REDAÇÃO | 28/06/2018 | 05:20

O longa de animação “Os Incríveis 2” chega aos cinemas, nesta quinta-feira (28), 14 anos depois de seu primeiro capítulo (veja a programação na cidade em Sociais 2). Mesmo após tanto tempo, a família de super-heróis ainda cativa os fãs, que aguardaram a sequência. “O filme original me chamou a atenção porque enfatiza a importância da família unida. E este mostra a questão da igualdade de gênero, uma luta que as mulheres travam o tempo todo”, analisa a estudante de enfermagem Bianca Tedeschi, 21 anos. Ela diz que a história passa longe de ser infantil demais. “É um longa que diverte e ainda mostra valores. Tenho amigos, até mais velhos do que eu, que não veem a hora de assistir a ‘Os Incríveis 2’.”

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A digitadora Maria Augusta Tavares, 29 anos, concorda que a história é para todos. “Mesmo sendo sobre uma família de heróis, o filme tem a ver com as nossas vidas. O primeiro fala de superar desafios para seguir o que queremos ser. O segundo trata de uma situação moderna, que pode ocorrer em qualquer casa.” O longa, inclusive, inspira profissionais. Penha Maia, 52 anos, estilista da marca Pó de Arroz, é fã de Edna Moda, personagem da animação que é estilista. “Ela é maravilhosa! Antes de conhecê-la, pensava que tudo na moda já havia sido inventado. Mas ela tem cortes precisos e cheios de composição que passam personalidade”, diz ela. “E é visionário. Uma estilista que todos sonham ter.”

SEM TABU
A vida real tem as suas Mulheres-Elásticas, como a heroína do filme “Os Incríveis 2”. Na animação, ela salva o mundo enquanto o marido cuida da casa e dos filhos. A pesquisadora Evelin Xavier, 34 anos, vive assim com o marido, Edson, há cerca de um ano. “Nós dois fazíamos a nossa casa de escritório, mas chegou um momento em que eu precisei trabalhar fora. Aí ele ficou como dono de casa.” Evelin conta que todos ao seu redor encararam com naturalidade o fato de ela trabalhar fora e o marido cuidar de tudo. “Não ouvimos nada de ninguém, o que é bom. Isso significa que essa ideia não é mais tão tabu quanto antes.” Ela ainda diz que o casal não planeja mudar de situação. “Estamos confortáveis, e eu só vejo vantagens. Com isso, sei que, por exemplo, a nossa filha está segura”, afirma ela.

A supervisora de suporte Joana D’arc Valério, 53 anos, passou por situação diferente. Há 23 anos, quando a sua filha nasceu, o marido, José Antônio, perdeu o emprego. Na época, ela propôs que ele ficasse em casa para cuidar da menina, o que foi aceito sem problemas por ele. Algumas pessoas que conheciam o casal, porém, não viram com bons olhos a decisão. “Ouvimos muitas piadinhas nos primeiros três anos. Mesmo a minha família tinha dificuldade para aceitar essa realidade. Mas sempre fomos unidos e não ligamos para todo o falatório”, lembra Joana. Depois que a garota cresceu, José trabalhou algumas vezes fora, mas voltou à antiga rotina para cuidar do pai de Joana, que ficou doente. “Hoje, meus familiares agradecem pelo que ele fez. Fico feliz em saber que o fato de o homem trabalhar em casa já não causa tanto estranhamento.”


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