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Peu é o garoto prodígio da ‘New MPB’

| 15/05/2014 | 05:00

Após transitar por diferentes estilos, o músico jundiaiense Pedro Fávaro Neto, o Peu, de 25 anos se define como um representante da “New MPB”. Em estúdio desde julho de 2013, Peu deve lançar até agosto, o EP (CD com menos músicas do que a convencional) “Estaca Zero”.

“É um projeto bem interessante exatamente pela diversidade de elementos que usamos para compor os arranjos. Um estilo novo e diferente de música. Tem pegada e sutileza ao mesmo tempo e como minha voz é bem despojada para cantar, ficou muito interessante’’, descreve. Peu admite que cada dia que passa dentro do estúdio com o produtor Fernando Quesada representa um passo em direção à realização de seu sonho.

“Tem sido uma experiência fantástica e um aprendizado gigantesco para mim. Estamos trabalhando para uma estreia em grande estilo”, adianta. Todas as cinco composições do EP são de autoria de Peu. Resultado dos rascunhos punk do adolescente de 17 anos que deram lugar a letras que falavam do cotidiano e de sentimentos, aos 19 anos.

Ao fim de cinco anos, este repertório de composições chegou a quase 200 músicas. “Eu escolhi desenvolver minha escrita em composições. É como se fosse a limpeza constante da minha alma”, explica.

Determinação
Enquanto os garotos de dez anos só queriam jogar futebol na rua, Pedro Fávaro Neto estudava trompete na Banda Marcial Hermeto Pascoal. O gosto pela música veio da irmã violonista, Mariana e não demorou para o pequeno Pedrinho se interessar pelo violão e passar a frequentar as aulas de guitarrista com Fábio Germano.

Aos 17 anos, Pedrinho virou Peu e as canções de Jimmy Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison, Ray Charles e Serge Gainsbourg abriram espaço para outra trilha sonora, incluindo Cazuza, Renato Russo, Nando Reis, Arnaldo Baptista, Tom Zé e até Vinicius de Moraes. O convencional que quase nunca deu as caras na trajetória de Peu se confirmou quando recebeu o apoio dos pais.

“Minha família sempre teve uma veia artística embora ninguém tenha seguido esse caminho profissionalmente”, conta. Peu sempre alimentou o sonho de poder viver da própria arte, mas ouvia que precisava trabalhar. Foi quando  ingressou no quadro de funcionários de uma rádio de Jundiaí e, paralelamente, iniciou o curso de produção fonográfica. Mas o destino cruzou os caminhos de Peu e Quesada e a música ecoou para fazer sucesso.


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