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Sucessos da TV invadem os palcos de Jundiaí

| 06/06/2014 | 00:04

A comédia pede passagem ao trazer para Jundiaí, sexta e sábado, duas boas opções de stand-up. Ambos espetáculos com apoio do JJ Regional. “Não Leve a Sério” é estrelado pelo comediante e repórter do programa “CQC” da Band, Maurício Meirelles entra em cartaz nesta sexta, no Polytheama, às 21h. No sábado será a vez de “Rir é o Melhor Negócio”, na sede central do Grêmio CP, às 20h, de Eros Prado, o “Inconveniente” do programa “Pânico”.

Após dois anos de uma temporada que incluiu passagens por cidades de todo o Brasil, Meirelles revela que Jundiaí será um dos últimos lugares por onde pretende passar com este espetáculo. “Será a última chamada para conferir este stand-up. Já estou trabalhando outros textos, outras piadas e até outro formato para o ‘Não Leve a Sério’”, conta.

Por falar em formato, eis um diferencial do humorista que criou o “facebullying”, chamado de “o grande momento do show”. “Eu vou abrir o Facebook de alguém durante o espetáculo para dar uma fuçada. É um momento que eu rio da pessoa e rio de mim. Vai ter foto de comida, do cara malhando… É muito legal e gera maior identificação das pessoas”, afirmou o comediante.

O formato que Maurício foi buscar em Las Vegas leva em consideração até o antes e o depois do espetáculo, igualmente considerados importantes. “A proposta é criar uma experiência que começa a partir do momento em que a pessoa compra o ingresso, ou seja, o público começa  a curtir o show ainda na fila do teatro”, explica. 

Outro diferencial do humorista é deixar de lado os chamados temas polêmicos. “O cara que vai em busca de comédia, quer se divertir, dar risada. Claro que alguns assuntos pedem uma reflexão, mas se eu for adaptar certas questões que não tenho conhecimento, posso cair no ridículo sem conseguir ser engraçado”, afirma.

Experiente em comédia, Maurício aponta diversas diferenças entre fazer humor na televisão e nos palcos. “Na TV é uma responsabilidade muito maior, até porque há muitos processos. A piada tem que ter aprovação de quem produz, de quem dirige, de quem decupa, de quem edita, do patrocinador e da audiência, que pode gostar ou não”, explica.

“No teatro, o espaço é meu. Você está comprando o Maurício. Sou eu e a audiência. Além disso, é ao vivo. Tenho que lidar com o erro, mas é o meu público e eu estou olhando para a pessoa, então a gente consegue lidar”, conclui.


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